B3 tem alta de 40% nos registros de negócios de títulos privados no mercado secundário
Operações foram realizadas na plataforma de negociação eletrônica Trademate no primeiro semestre de 2026
O volume de registros de negócios de títulos privados no Trademate, sistema de negociação eletrônica de ativos de renda fixa da B3, obteve crescimento de 40% no primeiro semestre de 2026. O montante passou de R$ 569 bilhões, em junho de 2025, para R$ 797 bilhões, em junho de 2026.
Já o número de registros totalizou 3.254.671 operações no primeiro semestre de 2026, alta de 39% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 2.339.473 negócios. O volume inclui produtos como CRI, CRA, debêntures e cotas de fundos fechados.
“O aumento dos registros de negócios reflete o amadurecimento do mercado secundário de títulos privados, reforçando a importância de uma infraestrutura robusta para suportar essa expansão. Na B3, seguimos focados no desenvolvimento de novas funcionalidades e soluções que contribuam para a evolução desse mercado, ampliando a eficiência, a transparência e a liquidez das negociações”, comenta Fernando Bianchini, superintendente de Produtos de Renda Fixa da B3.
Entre as iniciativas do Trademate voltadas para o desenvolvimento do ecossistema de negociação de renda fixa está o lançamento de um programa de formador de mercado para os títulos privados, que deve ter início em agosto. Criado com o objetivo de ampliar a liquidez, o programa irá credenciar instituições financeiras para atuar como formadoras de mercado, com a função de realizar ofertas de compra e venda e contribuir para a formação de preços das debêntures negociadas na plataforma.
O número de operações dos Títulos Públicos Federais também teve crescimento de 11% no semestre, passando de 62.483 para 69.282 operações. E as negociações de Créditos de Descarbonização (CBIO) avançaram 28%, com 5.071 negócios ante 3.976, no mesmo período do ano passado.