Renda fixa

Conheça os IMA, os índices de renda fixa da Anbima

Os Índices de Mercado da Anbima, conhecidos como IMA, são ferramentas importantes para mensurar os ganhos da renda fixa

Moedas empilhadas com boneco em cima delas. Foto: AdobeStock / Manipulação: Estadão
Além de conhecer as diferenças, o investidor deve saber qual é o seu perfil de investimento. Foto: AdobeStock / Manipulação: Estadão

Por Guilherme Naldis

Os índices do mercado financeiro servem para ajudar os investidores a comparar o rendimento de seus ativos com o restante do mercado e, assim, saber se estão seguindo o caminho certo. Se a renda variável está repleta destes indicadores, como o Ibovespa e o IBrX, a renda fixa também tem os seus. Os principais são os Índices de Mercado da Anbima (IMA).

Os índices de renda fixa seguem o mesmo propósito dos de renda variável: monitorar uma cesta com os ativos mais relevantes e mais líquidos para determinado mercado. Veja, abaixo, como cada um deles funciona:

Para que serve um índice de renda fixa?

Apesar da diferença entre lucro e prejuízo sem bem clara para quem faz um investimento, a rentabilidade de um ativo é relativa. Isso porque o rendimento de uma aplicação deve ser maior que a inflação, por exemplo, para que esse investimento seja, no mínimo, compensatório para o proprietário. Caso contrário, ele terá perdido dinheiro para a passagem do tempo, ainda que o ativo tenha rendimento positivo.

Como e por que diversificar investimentos com a renda fixa?

O mesmo vale para os outros investidores. Não que ver outra carteira com ganhos maiores tornará o seu lucro menor. Mas olhar para os pares pode mostrar até onde é possível chegar, ou qual o piso de lucratividade para determinado tipo de investimento segundo a média do mercado. 

Assim, o IMA e suas variantes servem de métrica para diversos produtos financeiros, como fundos de investimento, carteiras administradas, entre outros, e ajudam a comparar o desempenho de um ativo em relação ao restante do mercado. “Ao compreender o desempenho histórico dos índices, um investidor pode ter uma ideia mais clara do que esperar em termos de rendimento para determinados tipos de investimentos”, afirma Hulisses Dias, analista CNPI e mestre em finanças pela Sorbonne.

Como o IMA é elaborado?

O IMA é formado por uma carteira de títulos públicos semelhante à que compõe a dívida pública interna brasileira. Isso significa que o indicador apresenta os mesmos papéis, na mesma proporção, da dívida. Ele é chamado de IMA-Geral.

O que são fundos de renda fixa e como investir neles?

Para retratar essa variedade de títulos existentes, são calculados diferentes indicadores. Eles reúnem ativos de características semelhantes e são chamados de subíndices. “Os mais utilizados são os atrelados à inflação, como o IMA e o IMA-B, que mede os títulos mais curtos do Tesouro, além do IMA-B5, que tem maior duração, o IRF-M, o índice para títulos de renda fixa pré-fixada e o IDA, que é, basicamente, quem mede a remuneração da debêntures”, afirma Jayme Carvalho, economista-chefe da SuperRico

Cada índice possui uma metodologia e um rebalanceamento, que podem ser acessados no site da própria Anbima. Estes indicadores não são negociados, mas compostos por ativos negociados. Por isso, algumas instituições financeiras oferecem ETFs baseados neles, conta Carvalho.

Quais são os indicadores de renda fixa da Anbima?

Os títulos públicos têm diversos perfis que variam de acordo com a forma de remuneração e o prazo, segundo a Anbima. Para cobrir todas as possibilidades, o IMA se divide em vários subíndices, que são:

  1. IMA-Geral: formado por todos os títulos que compõem a dívida pública
  2. IMA-Geral ex-C: também é formado por todos os títulos que compõhttps://www.youtube.com/watch?v=6BnoSiVexBMem a dívida pública, excluindo os papéis indexados ao Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M)
  3. IRF-M: sua composição é de títulos públicos prefixados, que são as Letras do Tesouro Nacional (LTNs) e Notas do Tesouro Nacional – Série F (NTN-Fs)
  4. IRF-M 1: conta com títulos prefixados de vencimento menor, que são as LTNs e as NTN-Fs com vencimentos abaixo de um ano
  5. IRF-M 1+: formado por prefixados mais longos, como como LTNs e NTN-Fs com vencimentos maior que um ano
  6. IRF-M P2: reflete os papéis prefixados como o IRF-M, mas com um mecanismo de controle de prazo para atender aos ETFs
  7. IMA-B: composto por títulos públicos indexados à inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que são as Notas do Tesouro Nacional – Série B (NTN-Bs)
  8. IMA-B 5: As NTN-Bs com vencimento de até cinco anos são quem integra este índice.
  9. IMA-B 5+: formado NTN-Bs com vencimento igual ou acima de cinco anos
  10. IMA-B 5 P2: Como IMA-B 5, mas conta com o mesmo mecanismo de controle de prazo da IRF-M P2, também foi criado para atender aos ETFs (Exchange Traded Funds)
  11. IMA-S: compostos por títulos pós-fixados atrelados à Selic, a taxa básica de juros do Brasil, que são as Letras Financeira do Tesouro (LFTs)

Como acompanhar o IMA?

Os resultados do IMA são divulgados diariamente por volta das 19 horas no site da Anbima. Para dar uma referência dos movimentos que estão ocorrendo durante o dia, às 12:30 é divulgada uma prévia do índice, chamada de IMA Intradiário.

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