CRI e CRA

CDB, LCI, CRA: escolha o melhor investimento de renda fixa

Ativos de renda fixa possuem semelhanças e diferenças. Veja como escolher o melhor!

Poupança ainda tem rentabilidade atrativa?
Criada ainda na época do Império, a poupança é a aplicação mais antiga do Brasil. Foto: Adobe Stock

Por João Paulo dos Santos

Escolher um investimento de renda fixa não é tarefa fácil, há muitas opções. Cada opção tem sua especificidade, e suas características, por isso, hoje vamos falar de três dos ativos mais populares dessa classe de investimentos: CDB, LCI e CRA.

Relembre cada um deles:

O que significa investir em CDB?

Investir em um Certificado de Depósito Bancário é, na prática, emprestar seu dinheiro para um banco, que pagará juros a você. Há três tipos de remuneração de um CDB: pré-fixada (você sabe antes quanto irá receber), pós-fixada (quando o papel segue algum índice) e híbrida (mistura pré e pós).

Quer aprender mais sobre o assunto? Temos um guia completo sobre CDB!

O que é o LCI?

A Letra de Crédito Imobiliário (LCI), como o próprio nome já diz, é uma captação de recursos destinada a empreendimentos do setor do imobiliário, onde os títulos são emitidos por bancos para financiar esse setor. Elas também podem ser do tipo prefixado, pós-fixado e híbrido. Confira mais aqui.

Quais as principais diferenças do CRA?

A principal diferença entre esse tipo de investimento em renda fixa e outros é que os títulos de CRA são lastreados em recebíveis, isto é, volume financeiro que uma empresa – do ramo agropecuário, nesse caso – tem a receber pela venda de seus produtos e serviços. 

Entenda tudo sobre CRI e SRA aqui.

Vantagens e desvantagens dos investimentos com renda fixa

Recordado o que é cada ativo na sopa de letrinhas dos investimentos, para tomar uma boa decisão é importante também entender as características de cada um deles. Para Rodrigo Knudsen, gestor de fundos da Empiricus Investimentos, as principais diferenças que devem ser observadas são em relação à garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) e o Imposto de Renda

“Falando especificamente de cada um dos ativos, o CDB e a LCI têm garantia do FGC e ambos são ativos bancários. Então, o risco de crédito é de um banco.

Já a diferença entre o CDB e a LCI é que a LCI não tem imposto de renda para pessoa física. Então, quem investe não tem que pagar imposto, logo ele pode investir numa taxa menor do que o CDB e mesmo assim ter uma rentabilidade maior líquida, porque o CDB incide imposto”, explica Rodrigo. 

o CRA não está coberto pelo FGC, então, ele vai ter o risco da empresa emissora, mas podem ter outras garantias que a companhia coloca se ela não conseguir pagar o prometido. Porém, isso vai depender do prospecto do ativo. O CRA é isento de IR assim como a LCI.”

“Em resumo, LCIs e CRAs são isentos de IR, LCI e CDB tem fundo garantidor de crédito”, afirma o especialista.

Fique atento na hora de investir em CDB, LCI e CRA

Para o gestor da Empiricus há três pontos essenciais que devem ser avaliados na hora de escolher os ativos. São eles: 

  1. O indexador: ele é pós-fixado ou prefixado? Qual a taxa? 

“Lembrando que você tem que fazer uma continha porque a taxa das opções LCI e CRA normalmente vão ser menores porque são isentas de IR, então é preciso saber como fica a taxa líquida do CDB na hora de comparar com LCI e CRA”, alerta ele.

  1. Liquidez

“Observar se o banco oferece liquidez na LCI e no CDB ou como está a liquidez no mercado secundário do CRA. “No caso do CRA, às vezes fica ruim sair no meio do caminho, porque pode ser cobrado um pedágio para saídas antes do vencimento. O CDB, principalmente, tem bancos que dão liquidez diária para eles”, afirma o especialista.

  1. Análise de prazo 

De acorco com Knudsen, deve-se fazer uma análise bem criteriosa do prazo, para que este esteja de acordo com os objetivos e necessidades. 

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