Renda fixa

Renda fixa: Estoque de produtos de captação bancária na B3 cresce 13% no primeiro semestre

O crescimento dos produtos de captação bancária reflete a tendência de que a renda fixa continua ganhando espaço

No primeiro semestre de 2026, a B3, bolsa do Brasil, registrou crescimento de 13% no estoque de produtos de renda fixa de captação bancária, que são títulos emitidos por instituições financeiras. O volume alcançou R$ 6,3 trilhões ao final de junho, contra R$ 5,6 trilhões no mesmo período de 2025.

O levantamento considera os estoques de Certificados de Depósito Bancário (CDBs), Recibos de Depósito Bancário (RDBs), Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), Letras Financeiras (LFs) e Depósitos Interfinanceiros (DIs).

Entre esses instrumentos, os CDBs seguem como os mais representativos. O produto, que permite ao investidor emprestar recursos a instituições financeiras em troca de uma remuneração definida previamente, registrou estoque de R$ 2,7 trilhões em junho de 2026, alta de 8% em relação aos R$ 2,5 trilhões contabilizados um ano antes.

Os RDBs, por sua vez, apresentaram um dos maiores avanços do período. O estoque desses títulos cresceu 24%, passando de R$ 393 bilhões em junho de 2025 para R$ 489 bilhões em junho deste ano.

“O crescimento dos produtos de captação bancária reflete a tendência de que a renda fixa continua ganhando espaço no portfólio dos investidores. O atual patamar das taxas de juros, aliado à percepção de menor risco desses instrumentos, torna os títulos mais atrativos para o mercado”, comenta Bernardo Mello, superintendente de Produtos de Captação e Crédito da B3.

+ CDB, LCI ou LCA: como calcular qual rende mais?

As LCIs somaram R$ 544 bilhões em estoque ao final do semestre, um crescimento de 20% na comparação com o primeiro semestre do ano anterior. Em junho de 2025, o montante registrado era de R$ 454 bilhões. Já o estoque de LCAs encerrou o período em R$ 563 bilhões, queda de 4% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

O movimento reflete um processo de acomodação após anos de forte expansão do instrumento, combinado aos efeitos de mudanças regulatórias e ao crescimento de outras alternativas de financiamento para o agronegócio, como as Cédulas de Produto Rural (CPRs) e os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs).

As Letras Financeiras (LFs), instrumento voltado à captação de recursos de longo prazo e mais utilizado por investidores institucionais, registraram estoque de R$ 1 trilhão, crescimento de 19% na comparação anual. Já os Depósitos Interfinanceiros (DIs) alcançaram R$ 899 bilhões em estoque, alta de 26% em relação aos R$ 710 bilhões registrados em junho de 2025.

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