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CDI: o que é e como impacta seus investimentos? Entenda

Entenda como é calculada a taxa usada como referência do rendimento de vários títulos de renda fixa

Edifício do Banco Central do Brasil, órgão regulador do CDI . Foto: Rmcarvalhobsb - Adobe Stock
Mais conhecido pela sigla CDI, o Certificado de Depósito Interbancário é um título emitido entre bancos. Foto: Rmcarvalhobsb - Adobe Stock

CDB a 120% do CDI. Rentabilidade garantida de 100% do CDI. Quem já falou com algum assessor de investimento ou pesquisou uma lista de possibilidades de aplicação financeira certamente já topou com essas três letras. Não é à toa: o CDI é um índice que define o rendimento de vários investimentos.

Por isso é tão importante entender o que é essa taxa, como ela é calculada e a quais variações está sujeita para avaliar se uma aplicação é ou não vantajosa para você.

O que é CDI (Certificado de Depósito Interbancário)?

Mais conhecido pela sigla CDI, o Certificado de Depósito Interbancário é um título emitido entre bancos. Ele funciona, na prática, como um sistema de empréstimo de curtíssimo prazo entre as instituições financeiras.

Os empréstimos acontecem em respeito a uma diretriz do Banco Central (Bacen) que recomenda aos bancos privados fecharem o dia com saldo positivo. Num dia em que um banco faz mais operações de saques que de depósitos, por exemplo, ele toma recursos emprestados de outro banco por meio da compra de CDI para não fechar no negativo. A taxa de juros a ser paga por esse empréstimo é a taxa do CDI.

O CDI é um título de curtíssimo prazo: os bancos têm até 24 horas para devolver o dinheiro tomado. Deve-se notar ainda que um investidor não pode investir em CDI, já que é um título de uso exclusivo dos bancos.

Taxa do CDI: entendendo definitivamente!

Mesmo sem poder investir no CDI, o investidor é afetado por essa operação, já que muitos dos investimentos à sua disposição têm rentabilidade atrelada à taxa do CDI. Como as operações de CDI têm liquidez diária (quando o resgate do dinheiro pode ser feito todos os dias), a taxa é calculada diariamente pela Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos Privados (Cetip), que integra a B3.

Como saber a taxa do CDI?

No site da B3 é possível encontrar a metodologia completa pela qual é calculada, além de registros de série histórica. Já o site do Banco Central disponibiliza uma ferramenta de cálculo da taxa para determinado período.

No cotidiano do investidor, a taxa do CDI aparece como uma das principais referências no caso de títulos de renda fixa pós-fixados. Isso significa que, ao comprar esse tipo de papel, o investidor sabe qual será a taxa de rendimento (no caso, a taxa do CDI), mas está ciente de que ela pode variar até a data de vencimento do título, quando será possível resgatar o dinheiro investido acrescido de rendimentos.

Importante notar que a taxa do CDI tende a acompanhar de perto a taxa Selic. O rendimento anual da taxa do CDI costuma ser um valor próximo ao dos juros oficiais do país. Se este fechar a 10% ao ano, por exemplo, a taxa do CDI será muito próxima desse valor.

Quando o rendimento de um título for menor do que 100% do CDI, vale a pena checar se há outras opções com prazo e tributação semelhantes, mas rendimento melhor. O Tesouro Selic, por exemplo, garante a integralidade da taxa de juros como retorno no vencimento do título, mas cobra IOF em prazo inferior a 30 dias e Imposto de Renda sobre a rentabilidade, seguindo a tabela regressiva:

  • Até 180 dias de investimento: 22,5%;
  • De 181 a 360 dias: 20%;
  • De 361 a 720 dias: 17,5%;
  • Acima de 720 dias: 15%.

Quais são os títulos atrelados à taxa do CDI?

Os títulos de renda fixa atrelados ao CDI são os seguintes:

Certificado de Depósito Bancário (CDB)

Títulos emitidos por bancos a pessoas físicas com o objetivo de captar recursos para operações de crédito. Têm cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e estão sujeitos à cobrança do Imposto de Renda.

Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA)

Títulos emitidos por bancos a fim de captar recursos para empreendimentos do setor imobiliário e do agronegócio. São investimentos protegidos pelo FGC e estão isentos de Imposto de Renda.

Debêntures:

Títulos emitidos por empresas para captar recursos para seus próprios empreendimentos. Não são cobertos pelo FGC e estão sujeitos à cobrança de Imposto de Renda. Estão isentas da cobrança de imposto as Debêntures Incentivadas, que captam recursos para empresas realizarem obras de infraestrutura em território nacional.

Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e do Agronegócio (CRAs)

São títulos securitizados. O CRI é lastreado em recebíveis do setor imobiliário – como o dinheiro a ser recebido pelo financiamentos de imóveis. O lastro do CRA, por sua vez, são recebíveis ligados ao agronegócio – como empréstimos para financiar produção agrícola ou compra de equipamentos. Estão isentos de Imposto de Renda, mas não contam com a proteção do FGC.

O Fundo de Renda Fixa

É formado por um conjunto de investidores e gera lucro por meio da compra de títulos públicos federais e de renda fixa emitidos por bancos, como o CDB, por exemplo. As instituições administradoras desse tipo de fundo cobram taxa de administração.

Quer saber mais CDI? Confira o vídeo da B3 sobre o que é CDI e aprofunde-se no assunto!

Para saber ainda mais sobre investimentos e educação financeira, não deixe de visitar o Hub de Educação da B3.

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