Criptoativos

“Havia uma demanda reprimida por produtos ligados a criptos”, diz CIO da QR Asset

Evento discutiu o desenvolvimento do mercado de ETFs de criptoativos

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Investidores institucionais têm demonstrado maior interesse em investir em criptoativos. Foto: Pixabay

Os ETFs de criptoativos foram criados no Brasil em 2021. Hoje, já são 14 fundos listados na B3, com diferentes temáticas dentro do universo cripto, que somam R$ 5 bilhões e 180 mil investidores. O crescimento e desenvolvimento desse mercado foi tema de evento nesta segunda-feira (24/06) em São Paulo, organizado pela QR Asset e com o apoio da B3.

“Havia uma demanda reprimida de ter produtos ligados a criptos, porque o mercado estava no auge”, diz Theodoro Fleury, CIO da QR Asset. “Foi um instrumento, no Brasil, contribuiu para o mercado de ETFs como um todo, para chamar a atenção para esse mercado. Foi uma feliz coincidência, que teve um papel nessa conscientização do investidor para os ETFs como um todo, enquanto um instrumento de alocação e de investimento”.

Mesmo assim, diz Gabriel Verea, CEO da Teva, o Brasil ainda tem um percentual de investidores em ETF muito baixo, quando comparado com mercados mais maduros. “Você tem 82 ETFs de renda variável na bolsa. No final de 2020 só tinham 22. Se você pega o Brasil em relação a economias mais maduras, como Europa, mas principalmente Estados Unidos, o percentual de pessoas que investem em ETFs no Brasil é muito baixo”, diz.

E se no início a maior parte dos investidores eram pessoas físicas, hoje os institucionais começam a demonstrar mais interesse. “Você começa a ter alguns investidores institucionais começando a olhar pro ETF de cripto como um instrumento de arbitragem, para tentar aumentar a rentabilidade em um cenário do mercado tradicional que está mais difícil”, diz Fleury.

Sobre a atração dos investidores institucionais para o mercado de criptoativos, os participantes do evento avaliam que o ETF é um primeiro passo. “O ETF de cripto dá o acesso a algo que era inacessível, muito maior do que apenas um ETF. Quebra uma série de barreiras, além do desafio da segurança”, comentou Jojo Wachsmann, do BTG.

Felipe Gonçalves, Head de Produtos de Juros e Moedas da B3, comentou também a criação de outros produtos dentro do mercado financeiro em torno do bitcoin, ethereum e outros croptoativos. “Os mercados são complementares. Nossa visão é de que é sempre importante você ter a família de produtos ao redor do ativo principal. Por exemplo, você tem o mercado de ações, o mercado de ETF de ações, o mercado de futuro de ações, o mercado de opções de ações, o mercado de empréstimo de ações, o mercado de termo de ações. Todos esses produtos tornam um mercado saudável, e eles acabam se complementando. A gente não acha que um canibaliza o outro, mas que é saudável você ter os produtos”, diz Gonçalves, da B3. Segundo ele, estão sendo estudados novos produtos, como opções de bitcoin e futuros de ethereum.

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