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Entenda a nova metodologia do índice ICO2, que busca incentivar transição para economia de baixo carbono

Saiba também como investir no Índice de Carbono Eficiente

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Investidores podem comprar cotas de fundos que replicam esses o ICO2. Foto: Divulgação/Ari Versiani/PAC

A B3 atualizou a metodologia do Índice Carbono Eficiente, conhecido como ICO2 B3. A nova metodologia, que passa a valer em janeiro de 2025, amplia o número de empresas elegíveis e avalia novos critérios para seleção daquelas comprometidas com as melhores práticas nessa agenda.

Com as novas regras, para entrar na carteira teórica do ICO2, as empresas precisarão fazer parte do Índice Brasil Amplo (IBrA B3), que reúne atualmente 172 companhias de acordo com critérios de liquidez. A partir desse universo, as empresas precisam estar entre as 75% que menos emitem gases de efeito estufa proporcionalmente à receita e, ao mesmo tempo, possuir Score de Gestão de Emissões de GEE superior ao seu setor.

O score é calculado pela B3 e é um indicador de qualidade na gestão de emissões de carbono, avaliada conforme o nível de adoção de práticas de gestão indicativas de perspectivas de melhoria do Coeficiente Emissão/Receita da companhia.

“A B3 quer oferecer um índice que reflita a preocupação das empresas com uma economia de baixo carbono. Estamos aperfeiçoando o ICO2 B3 e trazendo critérios que indicam boas práticas corporativas reconhecidas internacionalmente para a gestão de emissões de gases do efeito estufa. Isso será um instrumento de apoio para as empresas na construção de um horizonte de maior eficiência nas emissões e avanço da transição energética”, destaca Henio Scheidt, Gerente de Índices da B3.

A atualização do ICO2 B3 contou com a parceria do BNDES e da BlackRock, gestora do ETF iShares ECOO11, fundo de índice atrelado ao ICO2 e que existe desde 2011.

“A revisão da metodologia do ICO2 é essencial para que ele fique mais aderente às demandas do mercado atual em relação às melhores práticas de sustentabilidade. Com essa atualização, esperamos poder atrair mais recursos de pessoas físicas e investidores institucionais para o ETF ECOO11”, declara Alexandre Correa Abreu, Diretor de Mercado de Capitais e Finanças Sustentáveis do BNDES.

“A BlackRock sempre trabalha para ampliar e aprimorar o leque de produtos disponíveis aos investidores, permitindo que eles construam estratégias cada vez mais diversificadas, de forma ampla, acessível, democrática, simples, com transparência e baixo custo. Por meio do ETF iShares ECOO11 os investidores têm acesso a uma ferramenta que os ajudam a alcançar os objetivos de investimento. Além disso, expõem suas carteiras a um tema atual bastante relevante, que é a transição energética”, afirma Paula Salamonde, Diretora do segmento institucional e iShares ETF da empresa no Brasil.

Como investir no ICO2 B3?

Os investidores não podem investir diretamente em índices de mercado, mas podem comprar cotas de fundos que replicam esses índices, os ETFs (Exchange traded funds, ou fundos listados em bolsa).  

Atualmente, a B3 tem dez índices voltados aos temas ambiental, social e de governança. Esses índices podem ser replicados por fundos ou ETFs, cujo retorno acompanha o desempenho desses ativos – como é o caso do ETF ECOO11, que replica o ICO2 B3. Com a iniciativa a B3 reforça o compromisso de incentivar as empresas listadas e o mercado em geral a avançar em questões ambientais, sociais e de governança corporativa. “A renovação da metodologia do ICO2 B3 é mais uma oportunidade que mercado financeiro terá para alocar capital nas empresas que focam na gestão e na transição energética. Com os novos critérios de inclusão, buscamos um índice menos intensivo em emissões que mensure minimamente o compromisso que as companhias têm com a agenda climática, aumentando sua eficiência ao longo do tempo, para se possível, se descarbonizar por completo”, afirma Cesar Sanches, superintendente de Sustentabilidade da B3. 

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