Índices

Conheça o índice Small Cap Smart Rebal B3, que visa reduzir o giro da carteira

Novo indicador de renda variável mede o desempenho de ações de menor capitalização

A B3, a bolsa do Brasil, passa a oferecer ao mercado o Índice Small Cap Smart Rebal B3 (SCSR), que acompanha o desempenho médio das cotações das ações de empresas de menor valor de mercado listadas na bolsa. O novo indicador de renda variável foi criado para acompanhar esse grupo com uma metodologia que faz os ajustes da carteira de forma gradual, ao longo de rebalanceamentos consecutivos.

O Índice Small Cap Smart Rebal B3, que já nasce com o ETF XCAP11 da XP atrelado para acompanhar o indicador, busca oferecer ao mercado uma referência para acompanhar esse segmento com regras objetivas de entrada e saída e menor troca de ativos no processo de rebalanceamento.

Criamos um índice que acompanha as small caps com menos movimentações na carteira durante os rebalanceamentos. Isso traz mais previsibilidade para gestores e investidores e pode facilitar o desenvolvimento de fundos e ETFs ligados ao indicador”, explica Hênio Scheidt, gerente de Produtos na B3.

Como entrar no índice

Para entrar no índice, o ativo precisa estar fora do grupo das empresas que representam 85% do valor de mercado de todas as companhias listadas no mercado à vista da B3. Também precisa estar entre os ativos elegíveis que, nas três carteiras anteriores, somem 99% do índice de negociabilidade, além de ter presença mínima de 95% em pregão nesse período e não ser classificado como penny stock, que são as ações negociadas por menos de R$ 1.

As saídas seguem lógica semelhante. O ativo é excluído se deixar de atender aos critérios de negociabilidade, presença em pregão ou classificação de penny stock, ou se passar a integrar o grupo das empresas que representam 82% do valor de mercado da B3. Também sai da carteira se entrar em situação especial de listagem, caso em que a exclusão ocorre ao final do primeiro dia de negociação nesse enquadramento.

“O diferencial do Índice Small Cap Smart Rebal B3 está no modelo de transição. Quando um ativo entra, ele passa a compor a carteira em três etapas. No primeiro rebalanceamento, entra com um terço do peso teórico. No segundo, com dois terços, e, no terceiro, com 100%. No caso de saída, o processo é inverso, com redução gradual até a exclusão total. Se o ativo voltar a atender aos critérios durante esse período, a transição é interrompida e o processo muda de direção na mesma etapa”, detalha Hênio Scheidt.

Os ativos são ponderados pelo valor de mercado do free float, ou seja, pela parcela das ações que está efetivamente em circulação no mercado. Esse critério ajuda a refletir melhor a liquidez disponível e a composição da carteira teórica.

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