Casa alugada é a principal opção de moradia para o brasileiro, mostra IBGE
Número de pessoas vivendo em casa própria quitada reduziu e pessoas vivendo em casa alugada e pagando pelo domicílio expandiu
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De 2025 para 2026, o número de pessoas vivendo em casa própria quitada reduziu ao passo que o número de pessoas vivendo em casa alugada e pagando pelo domicílio expandiu. No recorte de tempo de 2016 para 2025, o número de domicílios alugados foi o que mais cresceu, 54,1%, de 12,2 milhões para 18,9 milhões, mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua/IBGE), divulgada nesta sexta-feira, dia 17.
O IBGE revela um crescimento de 2,6% no número de domicílios no Brasil, um aumento de 2 milhões de unidades, de 2024 para 2025, totalizando 79,3 milhões de domicílios (2025) contra 77,3 milhões (2024).
De 2024 para 2025, o número total de domicílios próprios e quitados apresentou redução de 61,6% para 60,2%, o que corresponde a 47,8 milhões de domicílios. A comparação mostra uma queda de 1,4% entre os períodos.

Com relação ao percentual de domicílios próprios ainda em pagamento, a pesquisa mostra que houve um aumento de 6% para 6,8% (5,4 milhões), de 2024 para 2025. Com relação ao aluguel, a expansão foi de 23% para 23,8% na mesma base de comparação.
Por tipo de unidade domiciliar, as casas correspondem a 82,7% (65,6 milhões) do total de domicílios no país, enquanto que os apartamentos totalizam 17,1% (13,6 milhões).
Num recorte de tempo mais amplo, de 2016 para 2025, o número de apartamentos expandiu 48,7%, enquanto o de casas cresceu 14,2%, contribuindo para o declínio na participação de casas e aumento na de apartamentos, dentre o total de domicílios no país.
Mudanças de 2016 para 2025
Em 2025, o número de domicílios particulares permanentes aumentou 18,9%, de 66,7 milhões para 79,3 milhões, em comparação com 2016. Neste período, o número de domicílios alugados foi o que mais cresceu, 54,1%, de 12,2 milhões para 18,9 milhões. Já os domicílios próprios ainda pagando tiveram elevação de 31,2%, enquanto os já pagos subiram 7,3%. As informações são da Pnad Contínua: Características dos domicílios e moradores, divulgada hoje (17) pelo IBGE.
O aumento das unidades domiciliares alugadas foi um dos destaques, de acordo com o analista da pesquisa, William Kratochwill. “Foi um aumento de 5,4 pontos percentuais em relação a 2016. Quase um quarto dos domicílios brasileiros são alugados, enquanto a taxa de domicílios próprios ainda pagando não variou muito ao longo do tempo; de 6,2, em 2016, para 6,8, em 2025. Já domicílio próprio que já está pago vem diminuindo e chegou a 60,2%. É uma redução de 6,6 pontos percentuais, em relação a 2016”.

Bens de consumo
Entre os bens mais consumidos nos domicílios no país no período, a pesquisa mostra que a máquina de lavar roupa foi o item mais adquirido, com expansão de 70,4% (2024) para 72,1% (2025). Em segundo lugar foi a motocicleta, que registou expansão de 25,7% (2024) para 26,2% (2025), seguido do item carro, que expandiu de 48,8 (2024) para 49,1% (2025), de acordo com o levantamento do IBGE.
*Matéria publicada originalmente em IstoÉ Dinheiro, parceiro de B3 Bora Investir