ESG

Energia solar: quanto custa, como instalar e quando vale a pena?

Sustentável, a energia solar é limpa e renovável. De quebra, é mais barata e deixa o consumidor menos exposto a aumento de valores de energia e bandeiras tarifárias.

Foto: Vivint Solar/ Unsplash
Foto: Vivint Solar/ Unsplash

Por Marília Almeida

A energia solar tem crescido no Brasil nos últimos anos. Sustentável, ela é limpa, pois reduz a emissão de CO2 na atmosfera, renovável (sua fonte, o sol, é ilimitada). De quebra, é mais barata e deixa o consumidor menos exposto a aumento de valores de energia e bandeiras tarifárias, além de valorizar o imóvel.

Mas, afinal, para quem vale a pena? Quanto maior for a conta de luz, mais vantajoso será o sistema de energia solar. Especialistas apontam que o investimento pode valer a pena para casas que gastem a partir de R$ 400 a R$ 500 por mês com energia elétrica. Já residenciais com consumos menores podem optar por assinatura de créditos de energia solar.

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Para quem adquire painéis solares para produzir sua própria energia, a projeção é de que, após o tempo de retorno do investimento, a conta de luz possa ser reduzida em até 95%. Cerca de 5% do valor da conta de luz continuará sendo pago para a distribuidora de energia do local da residência. Isso porque é necessário interligar os painéis solares ao sistema de energia elétrica e, consequentemente, pagar pela manutenção desse sistema.

Veja abaixo as formas de obter energia solar:

Aquisição de sistemas de energia solar

Empresas especializadas oferecem equipamentos de energia solar que custam, em média, R$ 25 mil para casas com contas entre R$ 500 e R$ 700. No preço, também já está incluso a instalação dos painéis.

O tempo esperado para retorno do investimento varia entre 4 a 6 anos e vai depender da capacidade de geração solar da cidade, localização do telhado, sombreamento da casa e custo da tarifa de energia local.

É possível gerar energia solar de casas de temporada no interior para outras localizadas em grandes cidades. Contudo, é necessário que as contas estejam no nome do mesmo usuário e pertençam à mesma concessionária de energia.

Assinatura de crédito de energia solar

Se você vive em prédio ou tem telhado com bastante sombra talvez não valha a pena adquirir placas solares, mas pode ser interessante assinar serviços oferecidos por fazendas solares.

Empresas como a Órigo Energia e a Cemig Sim prometem economia de até 15% na conta de luz. Contudo, a área de atuação das empresas costuma ser regiões próximas das fazendas solares. Ou seja, pode ser difícil contratar o serviço em grandes cidades.

Financiamento bancário

Não tem dinheiro para adquirir um sistema de painéis solares, mas gostaria de economizar na conta de luz? Bancos como Caixa e Votorantim já oferecem linhas de crédito específicas para compra de painéis solares.

O prazo do financiamento pode ser de até 60 meses para pessoas físicas. É possível obter carência de até seis meses para o primeiro pagamento.

Geralmente, a parcela do financiamento substitui a conta de luz que seria paga pelo consumidor e não sobrecarrega o orçamento.

Plataformas de empréstimo entre pessoas físicas também podem financiar a instalação de painéis solares para pessoas físicas, com taxas que vão de 1% a 2,2% ao mês.

O que mudou com o Marco Legal?

O marco legal da energia solar, a Lei 14300/2022, passou a vigorar em janeiro deste ano e instituiu uma remuneração às distribuidoras de energia pelo serviço prestado.

Mas o impacto dessa remuneração no retorno do investimento em sistemas de energia solar alonga o tempo de retorno do investimento no sistema em apenas alguns meses, segundo análise do Portal Solar, franqueadora de venda e instalação de painéis solares.    

As residências da região Sul têm o menor impacto no tempo de retorno dos sistemas solares, com apenas 30 dias de diferença, enquanto, no Sudeste, o tempo é um pouco mais longo, com 120 dias de diferença.

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