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Gasolina salta 6,23% e cenoura sobe 25%: veja o que mais pesou na prévia da inflação de abril

IPCA-15, a prévia da inflação, teve em abril alta de 0,89%, depois de subir 0,44% em março

Com ISTOÉ Dinheiro

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inflação no Brasil seguiu sob pressão dos preços de alimentos e combustíveis em abril. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), teve em abril alta de 0,89%, depois de subir 0,44% em março.

Com o resultado do mês, a prévia da inflação oficial do país passa a acumular em 12 meses avanço de 4,37%, de 3,90% em março. A meta contínua para a inflação é de 3% medido pelo IPCA, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Veja abaixo o que mais pesou no índice de abril:

Principais impactos no IPCA-15 de abril

Subitem – GeralVariação mensal (%)Impacto (p.p.)
Gasolina6,230,32
Leite longa vida16,330,11
Óleo diesel160,04
Tomate13,760,03
Energia elétrica residencial0,680,03
Refeição0,650,02
Plano de saúde0,490,02
Perfume1,830,02
Cebola16,540,02
Lanche0,870,02
Plano de telefonia móvel1,310,02
Empregado doméstico0,590,02
Cenoura25,430,02
Etanol2,170,02

Os nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE tiveram alta em abril.

A alta da gasolina (6,23%) foi o principal impacto individual no IPCA-15 do mês (0,32 ponto percentual), após ter recuado 0,08% em março. No grupo Transportes, destaque ainda para os aumentos nos preços do óleo diesel (16%) e etanol (2,17%).

Na Habitação, a energia elétrica residencial teve alta de 0,68% em abril, ante 0,29% de março.

Entre os alimentos, as maiores altas foram da cenoura (25,43%), da cebola (16,54%), do leite longa vida (16,33%), do tomate (13,76%) e das carnes (1,14%). No lado das quedas, destaque para maçã (-4,76%) e o café moído (-1,58%).

Em Saúde e cuidados pessoais, o resultado foi influenciado pelos pelos produtos farmacêuticos (1,16%), após a autorização do reajuste de até 3,81% nos preços dos medicamentos, a partir de 1° de abril, e pelo plano de saúde (0,49%).

O IPCA-15 estima a variação de preços coletados entre meados do mês anterior até meados do mês de referência na comparação com o período imediatamente antecedente.

A mais recente pesquisa Focus realizada pelo BC mostra que a projeção para o IPCA este ano é de alta de 4,86% em 2026 e de 4,00% em 2027. A expectativa é de que a Selic termine 2026 a 13,0%.

*Matéria publicada originalmente em IstoÉ Dinheiro, parceiro de B3 Bora Investir

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