Ibovespa B3 sobe 0,64%, com dados do mercado de trabalho nos EUA; dólar se mantém a R$ 5,20
Veja como se comportaram o Ibovespa B3 e o dólar nesta quinta-feira (2) e o que movimentou os ativos
Nesta quinta-feira (2), o principal destaque entre os investidores foi a publicação relatório de empregos dos Estados Unidos, o Payroll, que mostrou desaceleração e favoreceu os ativos brasileiros. Com isso, o Ibovespa B3, principal referência do mercado acionário brasileiro, subiu 0,64%, aos 172.787,62 pontos.
Os dados do relatório mostraram que os EUA criaram 57 mil empregos em junho, patamar abaixo das projeções do mercado. Para Rebecca Nossig, analista de investimentos da Nomad, a avaliação é que o arrefecimento do emprego e da pressão inflacionária impacta as expectativas em torno das próximas decisões do Federal Reserve (Fed). “A expectativa é de que o Fed não precisará ser tão duro, mantendo os juros estáveis ou até abrindo espaço para cortes futuros”, comenta.
Sobre o impacto para o mercado brasileiro, ela entende que, com a perspectiva de que os juros americanos não sofram novos aumentos, “a atratividade da renda fixa dos EUA diminui, encorajando os grandes fundos globais a retirarem seus dólares da segurança americana e voltarem a tomar risco em ativos rentáveis como as ações do Ibovespa, o que explica a alta da Bolsa hoje”, completa.
Ibovespa hoje
Neste cenário, o Ibovespa B3 oscilou entre 174.425,69 pontos na máxima intradiária e 171.697,17 pontos na mínima do dia. O volume negociado na B3 foi de R$ 19,9 bilhões.
Dólar hoje
A publicação dos dados de emprego nos Estados Unidos também trouxe valorização do real ante a moeda norte-americana. Assim, o dólar comercial oscilou negativamente em 0,03%, a R$ 5,20.
Bolsas de Nova York
Nas bolsas de Nova York, o clima foi misto, com otimismo em relação ao payroll, mas desconfianças a respeito do setor de tecnologia. Neste cenário, o Dow Jones subiu 1,14%, o S&P 500 recuou 0,01% e o Nasdaq cedeu 0,80%.