Ibovespa cai em junho, mas acumula ganho de 6,7% no semestre; veja ranking de investimentos
No semestre, o Ibovespa ficou em terceiro lugar, à frente do IMA Geral e da poupança
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O Ibovespa caiu 1,01% em junho, amargando o quarto mês seguido de perdas. Apesar do revés, o índice de referência do mercado acionário brasileiro ainda fechou o semestre com valorização de 6,76%.
Levantamento elaborado por Elos Ayta mostra que o IDIV, índice das empresas boas pagadoras de dividendos, foi o investimento de melhor desempenho no acumulado nos seis primeiros meses de 2026, com valorização de 6,99%, praticamente empatado com o CDI, que acumulou 6,79%.
O Ibovespa ficou em terceiro lugar, à frente do IMA Geral (5,71%), que mostra a rentabilidade média dos títulos do Tesouro, e da poupança (4,07%).
Já o pior desempenho foi o do Bitcoin, que acumulou queda de 35,10%. Veja abaixo o ranking do semestre:

Dividendos e CDI lideram o semestre
“O desempenho dos principais indicadores de investimento em junho reforçou a mudança de comportamento dos mercados observada ao longo do primeiro semestre de 2026. Enquanto a Bolsa brasileira perdeu força no mês, ativos de perfil mais defensivo ganharam espaço e consolidaram resultados positivos no acumulado do ano”, destaca o levantamento.
No ranking mensal, o dólar Ptax liderou a rentabilidade mensal, com alta de 2,37%, seguido pelo IDIV (1,79%) e pelo CDI (1,07%). A poupança rendeu 0,67%, enquanto o IMA Geral avançou 0,39%, refletindo desempenho positivo da renda fixa.
O destaque negativo ficou novamente com o ouro, que devolveu 12,44% no mês, seguido pelo Bitcoin, com queda de 18%, refletindo a elevada volatilidade dos ativos considerados alternativos. Veja abaixo o comparativo da rentabilidade dos investimentos em junho:

Cenário reforça diversificação
Segundo a Elos Ayta, os números evidenciam que 2026 vem sendo marcado por forte alternância na liderança entre diferentes classes de ativos. Enquanto o horizonte de 12 meses continua favorecendo a renda variável brasileira, especialmente ações de maior liquidez e empresas distribuidoras de dividendos, o comportamento observado em junho sinaliza maior busca por proteção, com destaque para o CDI e para os ativos de renda fixa.
“O desempenho consistente do IDIV tanto no mês quanto no semestre reforça o interesse dos investidores por empresas capazes de combinar geração de caixa, distribuição de dividendos e menor volatilidade relativa, em um ambiente que continua exigindo seletividade na alocação de recursos”, afirma.

*Matéria publicada originalmente em IstoÉ Dinheiro, parceiro de B3 Bora Investir