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Mercado e Morning Call Safra: exterior mostra cautela antes de payroll

Números do relatório de emprego dos Estados Unidos é o indicador tido como crucial para o Fed tomar suas decisões de política monetária

Funcionários trabalham em empresa de telemarketing
O setor de serviços é um dos que mais gera postos de trabalho no mundo. Foto: Divulgação/Atento

Por Redação B3 Bora Investir

Nesta sexta, 2/12, os mercados globais estão à espera dos números do relatório de emprego dos Estados Unidos, o payroll, de novembro para ajustar suas expectativas em relação à próxima reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) daqui a 12 dias. 

No Brasil, teremos a divulgação da produção industrial, além do monitoramento da tramitação da PEC da Transição em Brasília.

No exterior há uma certa cautela nos mercados, com maioria das bolsas em queda, antes do payroll, indicador tido como crucial para o Fed tomar suas decisões de política monetária. A expectativa de analistas ouvidos pela Agência Estado é de criação menor de vagas, taxa de desemprego estável e menor aumento do salário médio por hora. 

A preocupação com um possível aperto de juros também atinge os mercados europeus. A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, disse nesta sexta-feira que a política monetária é complicada por incertezas e que os BCs precisam garantir que os preços ao consumidor retornem à meta oficial.

Cenário financeiro no Brasil

Por aqui, a falta de tração das bolsas no exterior deve se refletir no Ibovespa, assim como o dólar mais fraco pode ser positivo para o real, especialmente se o dado americano for de desaceleração. 

Os juros, por sua vez, podem refletir as expectativas dos investidores com relação à próxima semana, quando deve haver avanços na tramitação da PEC da Transição, que pode ser votada no Senado, e também quanto ao anúncio do futuro ministro da Fazenda.

Ganha terreno um modelo híbrido, que mistura a proposta do PT, que incluiria um gasto extrateto em 2022 em torno de R$ 150 bilhões, com a de Tasso Jereissati (PSDB-CE), que mantém a regra existente e só eleva o teto de gastos em R$ 80 bilhões. Por este meio-termo, a retirada do teto ficaria restrita aos R$ 70 bilhões do Bolsa Família. Fora isso, há negociações para reduzir de quatro para dois anos o período em que será permitido furar o teto de gastos.

Mas ainda há incertezas em relação ao real estado das contas públicas. Nesta manhã, a Folha de S. Paulo publicou a notícia de que o governo Bolsonaro teme faltar recursos para pagamento de INSS. Segundo o jornal, o buraco nas despesas obrigatórias é estimado em R$ 22,3 bilhões, dos quais 70% correspondem à Previdência. 

+ Entenda a PEC da Transição que voltou a mexer com os mercados

Ibovespa volta pro negativo

Após dois pregões consecutivos em alta, a Bolsa do Brasil (B3) voltou para o campo negativo. O Produto Interno Bruto (PIB) mais fraco no 3º trimestre e novamente as incertezas sobre a trajetória das contas públicas, com as discussões em torno da Pec da Transição, pesaram no humor dos investidores. 

O Ibovespa encerrou a quinta com queda de 1,39%, aos 110.925 pontos. As ações ordinárias da Vale (VALE3) foram as mais negociadas e avançaram 0,75%. Ações de frigoríficos e varejistas foram as que mais sofreram no pregão de ontem, como traz o Morning Call Safra desta sexta:

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