Mercado

Mercado financeiro hoje: pacote de Haddad e inconsistência da Americanas

No exterior a expectativa é sobre o índice de preços ao consumidor (CPI) de dezembro dos EUA

Fernando Haddad. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Para Haddad, a economia está desacelerando e o primeiro trimestre será vital para que esse curso seja mudado. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Por Redação B3 Bora Investir

Nesta quinta, 12/1, o mercado financeiro estará atento ao anúncio do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre seu primeiro pacote de medidas econômicas e aos indicadores de serviços divulgados pelo IBGE no Brasil. Lá fora, a expectativa dos investidores estará concentrada no índice de preços ao consumidor (CPI) de dezembro dos EUA.

Por aqui, deve repercutir ainda a notícia da Americanas ter encontrado inconsistências em lançamentos contábeis de R$ 20 bilhões, fato que levou à renúncia do presidente da companhia, Sérgio Rial, e do diretor de Relações com Investidores, André Covre, depois de apenas 11 dias no cargo. João Guerra assume interinamente.

Tensões políticas seguem no foco de atenção de investidores, com a decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes de proibir bloqueio de vias durante atos.

Bolsas dos EUA e China

Os mercados globais esperam hoje confirmar uma desaceleração anualizada do CPI americano para alta de 6,5% em dezembro, de 7,1% em novembro, enquanto na comparação mensal o dado deve mostrar estabilidade, após alta de 0,1%. 

Com o foco nos EUA, o CPI da inflação da China ficou em segundo plano nas bolsas asiáticas. A taxa anual do CPI chinês acelerou de 1,6% em novembro para 1,8% em dezembro, como resultado da abrupta reversão da política de “covid zero” de Pequim.

>> Como a flexibilização da política de Covid-Zero na China ajuda o Brasil

Ibovespa hoje

Por aqui, os mercados locais podem ter abertura fraca em meio aos sinais mistos no exterior antes do CPI americano. Há pouco, o principal fundo de índice (ETF, na sigla em inglês) brasileiro negociado em Nova York, o EWZ, caía 0,10%, enquanto os ADRs da Petrobrás caíam quase 2% antes da abertura de mercado americana. 

As ações da Americanas devem impactar o mercado também, uma vez que os ADRs (American Depositary Receipt ou Recibos Depositários Americanos, em português) da empresa negociados em NY tombaram quase 30% ontem. O mercado ainda espera por mais detalhes sobre o caso para entender a dimensão da incongruência.

Ibovespa ontem

Na quarta, a Bolsa do Brasil (B3) fechou com alta de 1,53%, aos 112.517 pontos, resultado influenciado pelo anúncio feito pela ministra Simone Tebet acerca dos secretários que farão parte do Ministério do Planejamento e à expectativa de novos anúncio do governo sobre medidas na área econômica para reduzir o déficit público.

O desempenho foi impulsionado pela petroleira 3R Petroleum (RRRP3), que teve alta de 13% após divulgação de dados positivos sobre a produção de dezembro, como explica o Morning Call Safra:

*Com informações da Agência Estado

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