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Curto, médio e longo: entenda os prazos dos investimentos

Saber o prazo de uma aplicação financeira é importante para verificar se está adequado ao tempo para atingir seus objetivos pessoais.

Balança pesando moedas e relógios. Foto: Adobe Stock
Não planejar os prazos dos investimentos pode levar a complicações financeiras. Foto: Adobe Stock

Por Guilherme Naldis

O recorte de tempo ideal para realizar um investimento não é fácil de se determinar. Eles podem variar conforme o apetite ao risco do investidor, o montante a ser aplicado, planejamento e também uma pitada de paciência.

Segundo Carlos Castro, CEO da SuperRico, o tempo estipulado para um produto financeiro pode ser pré-determinado ou não ter limite de tempo. Quando o ativo chega às mãos do cliente, cabe ao planejamento financeiro alinhar as expectativas.

Quais são os prazos de investimentos?

O CEO afirma que a carência de educação financeira no Brasil faz com que a maior parte da população tenha dificuldade de enxergar o longo e o médio prazo. “Alguns clientes fazem projetos para dois anos achando que é um plano de longo prazo, quando na verdade é de curto”, exemplifica. 

Cada uma das denominações vai variar conforme a condição financeira e os sonhos do investidor. Mas, em geral, os cinco principais prazos são:

  • Curtíssimo prazo: menos de seis meses
  • Curto prazo: entre seis meses e um ano 
  • Médio prazo: entre um e cinco anos
  • Longo prazo: entre cinco e dez anos
  • Longuíssimo prazo: mais de dez anos

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A razão para a dificuldade de pensar a longo prazo, segundo Castro, é histórica. Quando o Brasil vivia a hiperinflação nas décadas de 1980 e 1990, o preço dos bens poderia saltar dentro de um mesmo dia e era necessário comprar e investir o quanto antes para evitar a desvalorização da moeda.

O problema é que, mais de 20 anos após a criação do real e da sua estabilização, a mentalidade do final do milênio passado persiste. 

Quanto maior o prazo, menos impostos

A escolha por aplicações com prazos pré-determinados são influenciadas por questões fiscais e de liquidez.

Ativos de curto prazo (até um ano) são os que estão mais sujeitos à tributação regressiva do Imposto de Renda – no período as alíquotas iniciam em 22,5% e encerram em 17,5%.

Já investimentos de médio prazo (um a cinco anos) têm menos liquidez, mas uma eficiência fiscal maior: a alíquota que incide sobre o rendimento no resgate varia de 17,5% a 15%.

Tabela regressiva do Imposto de Renda

  • Até 180 dias: 22,5%;
  • De 181 a 360 dias: 20%;
  • De 361 a 720 dias: 17,5%;
  • Acima de 720 dias: 15%.

Ou seja, quem mantém o dinheiro aplicado por mais de 720 dias (pouco menos de dois anos), pagará a menor alíquota disponível. Independentemente do prazo, o imposto é cobrado sobre o rendimento obtido.

O imposto regressivo pode ser diferente em outros investimentos, como fundos e planos de Previdência Privada.

“Se alinharmos os objetivos com o pagamento de impostos, as datas de vencimento podem coincidir com objetivos pessoais. Ou seja, é possível pagar menos tributos”, explica.

Quais objetivos combinam com os prazos?

Cada objetivo requer uma quantia determinada de tempo e de dinheiro para ser concluído, e estes fatores variam conforme a realidade de cada um.

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É preciso definir muito bem ambos para adequar as expectativas ao que foi planejado. “Projetos de longo prazo, normalmente, têm um impacto muito grande na vida das pessoas que estão envolvidas nele”, diz Pedro Despessel, analista de renda fixa do Simpla Club

“Se um objetivo exige um valor pequeno do orçamento, é possível alcançá-lo em período curto de tempo sem gerar um impacto financeiro grande. Para que possa ser resgatada no curto prazo, é necessário que a aplicação tenha uma boa liquidez”, afirma.

Veja, abaixo, quais objetivos financeiros são os mais adequados para cada medida de tempo:

Objetivos de curto prazo

Objetivos de investimentos de médio prazo

Objetivos de longo prazo

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