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Tesouro Educa+: quanto poupar para pagar a faculdade do seu filho

Veja quanto é necessário aplicar para arcar com uma mensalidade de R$ 500, R$ 1.000 e R$ 2.000 referente a um curso superior

Finanças casais. Foto: Adobe Stock
Um estudo da Onze, fintech de saúde financeira, mostrou que 31% dos casais não realizam nenhum controle de suas finanças. Foto: Adobe Stock

Por Marília Almeida

O novo título do Tesouro Direto, Educa+, tem o objetivo de acumular dinheiro para gerar renda durante cinco anos no futuro. Os 16 títulos disponíveis permitem acumular a reserva em prazos que variam de 3 a 18 anos. O intuito do título é custear estudos, seja um curso superior, uma especialização, cursinho e até um ensino médio em escola particular.

Considerando que um curso universitário tem custo médio de R$ 500 por mês no país, mas que os investidores possam preferir cursos mais caros, o Bora Investir simulou quanto é necessário poupar no Educa+ para gerar renda de R$ 500, R$ 1.000 e R$ 2.000 durante o período dos estudos.

Para isso, utilizamos a calculadora do Tesouro, que permite simular valores, prazos e quantidade a ser investido. Veja abaixo os resultados:

Renda de R$ 500

Para os pais cujo filho acabou de nascer e desejam que comece a receber a renda mensal para custear estudos daqui 18 anos, o Tesouro sugere o título Educa+ 2041. Para receber R$ 500 de renda mensal, durante 5 anos, é preciso investir aproximadamente R$ 78,87 por mês até 15 de janeiro de 2041, data de início de recebimento da renda gerada pelo título.

Já para os filhos que têm 7 anos, o esforço para poupar aumenta. O título recomendado, neste caso, é o Tesouro Educa+ 2035, e o aporte mensal para gerar renda de R$ 500 durante 5 anos sobe para R$ 144,77.

Caso o filho tenha 12 anos, o título indicado é o Tesouro Educa+ 2030, e será necessário aplicar no título R$ 295,43 por mês para atingir este objetivo financeiro.

O filho tem 16 anos? Neste caso, a recomendação é aplicar no Tesouro Educa+ 2026. Para obter R$ 500 de renda durante 5 anos quando ele fizer 18 anos, é necessário investir, por mês, R$ 868,42.

Renda de R$ 1.000

Se o filho acabou de nascer e os pais desejam que receba R$ 1.000 de renda mensal para custear os estudos daqui 18 anos, pelo período de 5 anos, é preciso investir aproximadamente R$ 157,74 por mês no Tesouro Educa+ 2041.

Para um filho com 7 anos, o aporte mensal no Tesouro Educa+ 2035 para gerar renda de R$ 1.000 durante 5 anos aos 18 anos sobe para R$ 289,54.

Caso tenha 12 anos, será necessário aplicar R$ 590,87 por mês no Tesouro Educa+ 2030 para atingir este objetivo financeiro.

Por fim, se o filho tiver 16 anos, é necessário aplicar R$ 1736,84 por mês no Tesouro Educa+ 2026 até a data de vencimento do título.

Renda de R$ 2.000

Se o intuito for que o filho recém-nascido receba R$ 2.000 de renda mensal para custear os estudos em 18 anos, pelo período de 5 anos, é preciso investir aproximadamente R$ 315,49 por mês no Tesouro Educa+ 2041.

Se o filho já tiver 7 anos, o aporte mensal no Tesouro Educa+ 2035 para gerar renda de R$ 2.000 durante 5 anos quando ele completar 18 anos sobe para R$ 579,08.

Caso o filho tenha 12 anos, será necessário aplicar R$ 1.181,75 por mês no Tesouro Educa+ 2030 para atingir este objetivo financeiro.

Por fim, caso o filho tenha 16 anos, é necessário investir R$ 3.473,68 por mês no Tesouro Educa+ 2026 até a data de vencimento do título.

O que avaliar antes de investir no Renda+?

O principal cuidado a se tomar antes de investir é avaliar a disposição e capacidade de manter um título de longo prazo até o vencimento e, claro, se o seu perfil de investidor é considerado conservador ou se permite que você diversifique mais, já que o prazo de investimento pode chegar a 18 anos.

Após uma carência aplicada no período inicial do investimento, de 60 dias, o título passa a ter liquidez diária e pode ser vendido a qualquer momento a preço de mercado.

É necessário atenção, pois pela característica de ser um título com prazo mais longo, seu preço tende a oscilar mais. Contudo, caso seja levado até o vencimento, ele pagará o valor acordado: a inflação medida pelo IPCA mais uma taxa real.

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Para quem o Tesouro Educa+ é recomendado?

O Tesouro Educa+ é indexado à inflação e busca manter o poder de compra do investidor até a data prevista para que inicie seus estudos. Assim como em outros títulos do Tesouro Direto, é possível começar a investir com aproximadamente R$ 30.

Por conta dessas características, seu público é abrangente, mas atinge especialmente investidores conservadores, pois títulos do Tesouro Direto têm o menor risco de crédito do mercado, já que são garantidos pelo Tesouro Nacional.

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Taxas e tributação: vantagens e desvantagens do Educa+

Como forma de tornar o investimento acessível e competitivo ante os fundos de previdência privada, o novo título do Tesouro Direto não tem taxa de administração.

Além disso, seu principal benefício é cobrar uma taxa de custódia menor quanto maior o tempo em que o investidor aplique no título. Caso seja levado até o vencimento, se torna isento da taxa, conforme a tabela:

Prazo até saída (anos)Taxa sobre valor de resgate (a.a)
0 a 70,5%
7 a 14 anos0,20%
Acima de 14 anos0,10%
Vencimento0%
Fonte: Tesouro Direto

Sobre a renda distribuída ao longo dos cinco anos, incidirá uma taxa de 10% apenas sobre as que excederem quatro salários mínimos. Atualmente, o valor corresponde a R$ 5.280.

O novo título público segue a tabela regressiva do Imposto de Renda, assim como outras aplicações do Tesouro Direto, sendo 15% a alíquota mais baixa, que incide sobre o investimento após 2 anos.

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