Objetivos financeiros

Lollapalooza: como organizar as contas para curtir os dias do festival em SP

Especialmente para quem não mora em São Paulo, gastos com festival vão muito além do preço dos ingressos

Foto: Divulgação twitter/@LollapaloozaBr
Foto: Divulgação twitter/@LollapaloozaBr

Na última semana, o Lollapalooza divulgou o seu line-up de 2024. O festival, que contará com Blink-182, SZA, Paramore, Sam Smith, Arcade Fire e muito mais, já está com vendas de ingressos abertas e com seus fãs em preparação para curtir o evento. Ele acontece em São Paulo nos dias 22, 23 e 24 de março.

Para aqueles que já garantiram seu ingresso ou ainda estão pensando em comprar, os valores podem variar entre R$ 1.125 (meia-entrada) e R$ 5.100 (Lolla Lounge). Porém, esse não é o único gasto que o festival pode trazer.

A seguir, reunimos as informações que você precisa para curtir o festiva sem nenhuma dor posterior no bolso.

Quanto custa o Lollapalooza para quem não é de São Paulo

Para quem vai ao Lollapalooza e não mora na capital paulista, alguns outros gastos precisam ser considerados. Custos de hospedagem, transporte, alimentação e até outros passeios devem entrar no orçamento.

Segundo levantamento do site Viajando com a Mala Rosa, os custos para se passar os 3 dias do festival em São Paulo gira em torno de R$ 1.200. Esse valor não leva em conta as passagens aéreas ou rodoviárias.

Foi considerado:

  • Hospedagem: R$ 300 por pessoa em um hotel com bom custo benefício.
  • Transporte: média de R$ 100 com eventuais corridas de Uber e uso majoritário de trens e metrôs.
  • Alimentação: cerca de R$ 480, considerando alimentação em restaurantes ou nas opções do festival.
  • Passeios: R$ 320, valor para possíveis outras atividades, fora do festival, seja passeios ou festas.

Como poupar/investir para ter o valor

Com o valor médio de custo claro para o planejamento, é hora de colocar a mão na massa. Guardar o dinheiro. Em uma conta simplificada, ao considerar que faltam 5 meses até o festival, seria necessário poupar R$ 240 por mês para atingir os R$ 1.200 especificado.

Contudo, Larissa Frias, planejadora financeira do C6 Bank, afirma que mesmo para um período curto faz sentido sim um investimento. “Naturalmente, investimentos de renda fixa, mais conservadores, que acompanham a taxa de juros aqui no Brasil. Os ativos ligados à Selic e CDI são os mais indicados porque não tem oscilação e tem liquidez diária para estar disponível no prazo desejado”.

Como exemplo ela cita os CDBs de liquidez diária ou o Tesouro Selic. Porém, Frias diz que, como o valor é pequeno e está dentro do limite de cobertura do FGC, o CDB faz mais sentido, pois o risco acaba sendo baixo.

“Num cálculo, com um rendimento de 0,75%, que é a média nos próximos 5 meses, a pessoa poderia guardar R$ 232 por mês e atingiria o valor. Tendo um rendimento em torno de R$ 40 e R$ 50”, afirma ela, já descontando o de Imposto de Renda. “Embora não seja um rendimento astronômico por conta do prazo e valor, já é um esforço interessante”, completa.

Dicas de como se preparar

Algumas atitudes podem ajudar na hora de realizar o investimento. Segundo Marlon Glaciano, planejador financeiro e especialista em finanças, com o prazo mais apertado será mais importante utilizar uma estratégia mais assertiva.

“Para isso, faça uma lista das suas despesas atuais, todas, independentemente do valor, e as classifique como obrigatórias e não obrigatórias. Logo após essa classificação avalie quais despesas não obrigatórias poderão ser cortadas e/ou reduzidas de valor para que sua capacidade financeira mensal aumente com o objetivo de acumular mais e ou começar a acumular para este objetivo”, ressalta.

Glaciano ainda aponta que é essencial ter clareza sobre as suas escolhas e, após definir os objetivos, seguir à risca o planejamento tendo foco. “Sobre os preços, é preciso identificar se existe desconto e quais são as opções disponíveis para ter economia na hora das compras, seja com hospedagem, transporte ou alimentação”.

A planejadora financeira do C6 Bank ainda destaca que é importante que o valor destacado do orçamento para o objetivo seja guardado já no momento em que a pessoa recebe sua renda.

“É importante que a pessoa já crie esse hábito de destinar o valor para o investimento na largada”, ressalta.

Valores dos ingressos do Lollapalooza

Lolla Pass – O clássico ingresso Lolla Pass dá acesso aos 3 dias do festival na pista geral.

  • Inteira: R$ 2.250
  • Meia-entrada: R$ 1.125
  • Entrada Social: R$ 1.237,50 + R$ 40 (Doação)

Lolla Comfort Pass – Dá acesso a uma área exclusiva para quem busca mais conforto nos 3 dias de festival. Conta com vista privilegiada do evento, lockers, pontos de alimentação, bares e banheiros próprios, além de zona de sombra e descanso.

  • Inteira: R$ 4.000
  • Meia-entrada: R$ 2.000
  • Entrada Social: R$ 2.200 + R$ 40 (Doação)

Lolla Lounge Pass – Mais caro entre as opções, ele dá acesso aos três dias de festival e à área Lolla Lounge by Vivo. Nesta área os espectadores do evento contam com open bar e food, ativações de marcas exclusivas, after party e translado de ida e volta para o evento.

  • Inteira: R$ 5.100 (Ingresso R$ 2.250 + Adicional Lounge Pass R$ 2.850)
  • Meia-entrada: R$ 3.975 (Ingresso R$ 1.125 + Adicional Lounge Pass R$ 2.850)
  • Entrada Social: R$ 4.087,50 (Ingresso R$ 1.237,50 + Adicional Lounge Pass R$ 2.850)

Como investir para pagar o ingresso mais caro do Lolla no futuro

Para aqueles que querem investir pensando em comprar o ingresso do Lollapalooza com um prazo maior, alguns títulos do TD podem ajudar. Por exemplo, se o objetivo for o ingresso mais caro do festival para 2026, mais o gasto da viagem, um valor de R$ 7 mil pode ser necessário. 

Para esse valor, o simulador do TD sugere o título Tesouro Selic+ 2026, que tem vencimento em março do ano datado – mês que costuma acontecer o evento. Através dele será necessário aportes mensais de R$ 239,25 para o resgate do valor desejado. O rendimento seria de R$ 540,11, já descontado IR.

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