Organizar as contas

Ficou inadimplente? Saiba como renegociar bem uma dívida

Antes de ir ao banco, existem alguns passos que o inadimplente deve seguir para conseguir as melhores condições

Homem olhando dívidas preocupado
Homem olhando dívidas preocupado

Por Daniela Frabasile

Após três meses consecutivos de aumento, a inadimplência começou a cair no fim de 2023.  Dados do Serasa apontam que o País tinha 71,81 milhões de pessoas com contas atrasadas em novembro, o dado mais recente. Apesar da melhora, ainda é grande o número de brasileiros que sabe o desconforto de estar com o nome sujo.

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Para quem chegou a essa situação, pode ser difícil se ver livre das dívidas atrasadas. Uma das opções para resolver a questão é renegociar a conta e fazer um novo plano de pagamento que se encaixe em seu orçamento. O Bora Investir conversou com especialistas e reuniu algumas dicas. Confira!

Faça um raio-x das suas finanças

“Esse é um momento muito propício para pensar e refletir sobre os hábitos financeiros que levaram a essa situação”, diz Clara Aguiar, especialista da Serasa. O primeiro passo antes de começar uma renegociação, segundo ela, é analisar suas finanças. A especialista sugere olhar seus extratos bancários dos últimos seis meses para saber para onde seu dinheiro está indo e quais os desequilíbrios.

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O especialista em educação financeira do Sicoob Eduardo Trigueiro lembra ainda que isso envolve um bom controle dos gastos olhando para a frente, “em especial as despesas do dia a dia, que muitas vezes a gente acha que não vão pensar no bolso, como uma comprinha no cartão de credito de baixo valor”.

A partir dessa primeira avaliação, a pessoa deve calcular qual o valor que consegue disponibilizar por mês para pagar a parcela da dívida atrasada. Saber esse valor é essencial para entrar em uma renegociação.

Tem dinheiro guardado? Usá-lo pode ser uma boa

Trigueiro afirma que ter dinheiro na mão pode dar ao inadimplente poder de barganha na hora de negociar. Avalie o quanto você tem disponível – vale, inclusive, considerar a venda de algum bem que não te fará falta ou ir atrás de uma renda extra. “Isso pode te ajudar a ter melhores condições na renegociação e pode ser um facilitador para reduzir encargos e juros que foram se acumulando na dívida total”, diz ele.

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Estude suas opções

Com esses números em mãos, confira quais são as alternativas para buscar a negociação. Há duas opções principais: conversar diretamente com o credor ou buscar feiras e plataformas que facilitem esses acordos. As feiras acontecem em alguns períodos específicos do ano, mas os sites e plataformas estão sempre disponíveis.

Veja em qual delas você consegue o maior desconto. Mas fica o alerta: sempre se atente ao valor mensal das parcelas, para que elas realmente caibam no seu bolso.

É preciso encontrar um equilíbrio entre pagar a dívida o mais rápido possível, mas sem deixar que as parcelas fiquem caras demais para sua realidade.

Cuidado: é preciso honrar os pagamentos do acordo firmado

Um ponto de atenção antes de fechar um acordo é saber que você poderá ter problemas se não honrá-lo. “Quando você assina um acordo, está assumindo o pagamento de uma dívida, e ficar inadimplente novamente pode complicar ainda mais a sua situação”, diz Clara Aguiar.

Ao não pagar, sua nota de crédito pode piorar ainda mais, ou você pode perder as condições de pagamento facilitado que estavam acordadas.

Se houve algum imprevisto que prejudicou seu planejamento, como a perda do emprego, Trigueiro sugere buscar a instituição novamente antes de deixar a conta atrasada.

Entenda por que você ficou inadimplente

Mesmo depois de renegociar os débitos e seguir com o plano de pagamento para quitá-los por completo, é importante manter uma avaliação da sua vida financeira.

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“Para além dos números, a inadimplência muitas vezes envolve um aspecto comportamental de como a pessoa faz seus gastos, e às vezes pode valer a pena buscar ajuda profissional”, diz Trigueiro. “Não tem momento certo para começar a tentar organizar a vida financeira”.

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