Organizar as contas

Meu filho está de férias e eu estou sem dinheiro; e agora?

Especialistas ouvidos pelo Bora Investir listam dicas de como curtir as férias dos filhos sem gastar demais

Investir desde cedo tem se tornado uma prática recorrente. Foto: Adobe Stock
Filhos saem caro, mas é possível amenizar o impacto financeiro de se divertir com os pequenos. Foto: Adobe Stock

Por Guilherme Naldis

As férias escolares dos filhos são um momento ambíguo para muitos responsáveis: de um lado, há mais tempo para curtir com os pequenos; de outro, há mais tempo para ocupar com os pequenos. A situação pode parecer mais grave quando os pais estão passando por apertos financeiros, o que pode restringir as opções de lazer.

A sorte é que as crianças dificilmente associam gasto à qualidade, segundo a planejadora financeira da SuperRico, Paulo Bazzo. “O maior erro dos pais é querer impressionar as crianças com o custo do passeio. Elas não ligam e nem sabem o valor do dinheiro. O que importa para elas é a presença e a experiência”, diz a especialista.

Por isso, é necessário que cada família tenha noção da sua renda e um espaço no orçamento delimitado para usar com a diversão dos filhos. “Se eles não sabem, então está na hora de fazer um orçamento doméstico para definir quanto da minha renda será destinado para escola, saúde, moradia, alimentação, planejamento pro futuro e, só então, dimensionar quanto pode ser gasto com lazer”, afirma.

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Aproveite o que é gratuito nas férias

Muitas cidades brasileiras oferecem programas recreativos para crianças de maneira gratuita ou subsidiada pelo governo municipal ou estadual. Por isso, é importante pesquisar o que seu município tem a oferecer para os pequenos e quais as opções nas cidades dos arredores. 

Também vale recorrer às brincadeiras antigas e que colocam o cérebro para funcionar. Alguns exemplos são a construção de carrinhos de rolimã ou a produção de brinquedos feitos de sucata.

“Além de estimular a criatividade, você acaba ensinando para a criança como lidar melhor com o lixo”, aponta Bazzo.

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Barateie o que é pago 

A mesma experiência pode ser feita de duas maneiras diferentes. A especialista exemplifica: “você pode viajar e levar seu filho para um camping e alugar uma barraca lá ou você pode acampar no quintal de casa”.

O mesmo vale para outros programas, como uma ida ao cinema que pode ser trocada por uma sessão de filmes em casa com os amigos. Estas opções são formas interessantes de contornar o pedido de uma criança para realizar alguma atividade na ausência de recursos. Afinal, o argumento financeiro pode não fazer sentido para uma criança, a depender da idade.

“É ruim quando a questão financeira é posta como condição da não execução de algo porque a criança cria uma relação negativa com o dinheiro. Mas, quando for o caso, é importante ser sincero”, afirma.

Invista em educação fora da sala de aula 

Descansar é o ponto principal das férias e fazer isso pode ser considerado tão necessário quanto estudar. Tirar um tempo para atividades de lazer e se distrair das obrigações é muito saudável para as crianças.

“Viver experiências culturais nas férias pode tornar esse momento de descanso, além de relaxante, também prazeroso e divertido. Música, teatro, artes plásticas, dança, cinema, tudo isso pode fazer com que nos conheçamos mais ou, ainda, que conheçamos o outro: outras histórias, outras vivências, outros pontos de vista”, afirma Caio Mendes, professor e coordenador do Colégio Rio Branco. 

Por isso, investir em passeios culturais é uma alternativa interessante na medida em que as crianças dispõem de meia entrada para eventos assim. 

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Exercite a educação financeira nas férias

A depender da idade, dizer que algo é muito caro para uma criança não vai ser o bastante. Para momentos como estes, a planejadora recomenda que se inicie a educação financeira desde já. O primeiro exercício é o de fazer escolhas. 

“Mesmo que o pai e a mãe tenham a condição de pagar pelas duas coisas que a criança quer simultaneamente, fazê-la escolher pode ensiná-la sobre limites e identificação de prioridades”, conclui.

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