Organizar as contas

Como quitar dívidas? Veja os erros mais comuns de pessoas endividadas

Dívidas vindas de cartões de crédito, empréstimos e financiamentos atrapalham a vida de todos

Mulher olhando assustada para uma folha contas e endividamento. Foto: Adobe Stock
O endividamento é um problemas cônicos decorrentes das taxas de juros elevadas. Foto: Adobe Stock

Por João Paulo dos Santos

O número de famílias endividadas no Brasil atingiu seu recorde no mês de setembro, quando o levantamento da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostrou que 79,3% dos lares têm dívidas a vencer.

A questão que vem crescendo no país, leva também a um aumento de pessoas que não conseguem quitar os compromissos que têm. Essas dívidas podem ser de diversas fontes, como empréstimos, cartões de crédito, contas e mais.

Por isso o B3 Bora Investir preparou um conteúdo para entender quais são os principais erros de quem não consegue quitar suas dívidas, e porquê isso acontece. Entenda melhor como quitar suas dívidas abaixo:

Evite erros comuns e quite suas dívidas

Para o professor Ricardo Teixeira, coordenador do MBA de Gestão Financeira da FGV, existem 3 erros que são os mais comuns dentre as pessoas que não conseguem quitar as dívidas. O primeiro e mais importante é não se planejar.

O segundo é não ser realista com a própria capacidade de pagamento e o terceiro é não ler bem os contratos na tomada de empréstimos e outros créditos.

“Esses são os três principais erros que qualquer pessoa que esteja procurando empréstimo ou esteja assumindo um compromisso financeiro deve prestar especialíssima atenção, porque geralmente os tropeços ocorrem por conta desses pontos terem sido negligenciados na hora da análise e a análise tem que ser realista”, afirma.

Por que as pessoas não conseguem quitar suas dívidas?

Apesar dos erros, os motivos para uma pessoa não pagar suas dívidas podem ser ou não ser de responsabilidade da pessoa. Teixeira explica que os motivos desse problema geralmente são pela falta de planejamento inicial, como citado anteriormente, e não verificaram que já era impossível arcar com aquele custo. Também podem ser devido a uma perda de capacidade de pagamento daquele financiamento, quando a renda diminui muito por algum motivo, por exemplo quando ocorre a perda de emprego.

O terceiro motivo, segundo o especialista, acontece quando, por algum motivo, você deixou de ter aquela capacidade que você tinha antes de fazer o pagamento. Por exemplo, porque as suas contas de uma maneira geral ficaram mais caras.

“São três fatores diferentes, uma quando você perde a sua renda e você não tem capacidade de cumprir o compromisso, a outra é quando tudo fica mais caro e você perde a sua capacidade de pagamento, agora a terceira que é a falta de planejamento, essa se você tivesse planejado bem você já poderia ter antevisto alguma situação”, afirma.

Como não cair nos erros ou como corrigi-los

Para o professor, o principal ponto de atenção é o planejamento inicial, pois é a partir dele, sendo bem feito, que se tem um maior sucesso em cumprir com os compromissos assumidos. Porém, como mostrado, há também problemas que acontecem inesperadamente, sem responsabilidade da pessoa.

“A questão do planejamento é primordial, mas digamos que você não tenha planejado ou tenha planejado mal e alguma coisa tenha acontecido, sempre que a situação fugir ao controle você deve parar e com a cabeça fria, primeiro traçar um plano de como você vai sair daquela situação. Depois, negociar um plano viável de quitar aquelas dívidas dentro de um prazo que também seja um prazo real para você”, indica Teixeira.

Contudo, há sempre pontos que devem ser observados antes de tomar uma dívida, que são: a real necessidade daquela conta a ser feita, o valor tomado é o mínimo para realizar o objetivo e quanto isso vai impactar na minha capacidade de pagar outras obrigações que já tenho.

Segundo o especialista da FGV, esses pontos de avaliação devem se unir também à questão de que feito o planejamento, ainda há para uma reserva de emergência, pois as urgências podem acontecer, e quando acontecem elas vêm sem aviso prévio.

Negociação de dívidas

No mês de novembro, acontece um mutirão de negociação de dívidas. A ação conjunta do Banco Central (BC), da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e dos Procons de todo o país oferece oportunidade de renegociação de dívidas com desconto e parcelamentos que caibam no bolso da população.

Podem participar do mutirão pessoas físicas com débitos em atraso com bancos e demais tipos de instituições financeiras, desde que a dívida não esteja atrelada a bens dados em garantia. As negociações podem ser pedidas por meio da plataforma Consumidor.gov.br  ou pelos canais diretos das instituições participantes, disponíveis na página do mutirão.

Essa pode ser uma boa oportunidade para quitar suas dívidas. Para quem precisa fazer um planejamento financeiro, a B3 oferece um curso sobre como organizar suas finanças. Na plataforma de educação, também há cursos sobre investimento e muito mais.

Sobre nós

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