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Ações listadas no Brasil têm desempenho recorde em maio; veja os destaques

Estapar, Banco Pine e Yduqs lideraram os ganhos da bolsa no mês, segundo levantamento do Trademap

Bolsa. Foto: Pixabay
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Por Guilherme Naldis

Um levantamento do TradeMap identificou que 22 ações alcançaram em maio o melhor desempenho mensal desde 2010. Esse levantamento considerou ações com volume financeiro médio diário superior a R$ 1 milhão.

As altas do mês foram lideradas pela Estapar, que registrou crescimento de 149,58%. Em seguida vem o Banco Pine, com crescimento de 86,93%. Por fim, o grupo de educação Yduqs, que faz parte da carteira do Ibovespa, aparece em 3° lugar, com uma valorização de 73,28%.

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No total, seis ações apresentaram uma valorização superior a 50%, sete ações tiveram uma valorização entre 40% e 49%, e outras nove ações registraram uma valorização entre 20% e 39%.

Entre os papéis incluídos no ranking, 12 fizeram IPO depois de 2018, oito pertencem ao índice Small Caps e outros oito fazem parte do Ibovespa e do Ibrx100.

Veja o ranking completo:

EmpresaRetorno em maio de 2023
Estapar149,58%
Banco Pine86,93%
Yduqs73,28%
C&A Modas65,47%
Mitre58,16%
Dexco50,25%
Mobly47,89%
Hapvida44,57%
Metal Leve43,37%
Log Con42,59%
Cogna41,67%
Alpargatas40,89%
MRV40%
Light39,75%
Grupo SBF39,18%
Valid35,80%
Nubank34,12%
Oceanpact33,44%
Cruzeiro do Sul32,92%
Marcopolo28,69%
Rede D’Or26,80%
Lojas Renner22,79%
Fonte: Trademap

Carteira teórica que reúne empresas de baixa capitalização, o índice Small Caps valorizou 13,54% no mês. O resultado foi o maior desde novembro de 2020, quando registrou uma alta de 16,64%. A performance mensal do índice foi a sétima melhor desde a sua criação, em agosto de 2005.

Maio também foi positivo para o principal índice da bolsa, que se valorizou 3,74% no mês. É o melhor desempenho mensal desde outubro de 2022, quando o Ibovespa teve uma valorização de 5,45%.

Melhora na economia impulsiona movimento

Segundo Pedro Wilson Domingues, sócio da Nexgen Capital, os ganhos decorrem do ambiente macroeconômico. “Os analistas ouvidos pelo Boletim Focus vêm elevando as estimativas para o PIB, o que indica que as famílias poderão consumir mais”. Ele explica que a melhora no cenário doméstico vem ajudando o mercado de ações a resistir à pressão do exterior.

“O mercado já precifica uma queda da Selic daqui a duas reuniões do Copom, o que deve ajudar empresas a quitarem suas dívidas”, adiciona Domingues. A taxa básica de juros influencia no preço final a ser pago pela dívida.

Especialmente as small caps, empresas de baixa capitalização na bolsa, devem ser favorecidas pela expectativa de queda dos juros, diz Fernando Siqueira, head de pesquisa da Guide Investimentos, em relatório. “Small caps são empresas naturalmente mais alavancadas, pois precisam de crédito para crescer. Quando os juros caem, o custo de sua expansão diminui”.

Principais altas

Os balanços da Estapar no primeiro trimestre deste ano fizeram as suas ações dispararem no mês de maio. A alta dos papéis foi de 149,58% na soma dos pregões do mês de maio, a maior valorização entre as ações da B3 no período. 

A empresa, que gerencia estacionamentos, principalmente em aeroportos, teve receita líquida de R$ 305 milhões nos primeiros três meses deste ano, 25% a mais que no mesmo período de 2022. O resultado positivo aconteceu mesmo com 91% de queda no fluxo de veículos estacionado comparado com o período anterior à pandemia.

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O segundo lugar do pódio, do Banco Pine, que fechou maio com um salto de 86,93%, também tem a ver com resultados corporativos. No primeiro trimestre deste ano, a instituição lucrou R$ 30,6 milhões líquidos. No mesmo período do ano passado, o valor foi de R$ 1,8 milhão, um incremento de mais de 17 vezes.

O setor de educação foi predominante no ranking de desempenho de ações. Segundo o levantamento do TradeMap, três ações do ramo figuraram entre os melhores desempenhos de maio: Yduqs (73,28%), Cogna (41,67%) e Cruzeiro do Sul (32,92%).

Com margens melhores, o EAD tem se tornado uma fonte financeira cada vez maior para os grupos educacionais, diz Pedro Serra, chefe de pesquisas da Ativa Investimentos. “Houve um crescimento muito grande do número de matrículas de estudantes universitário no modelo à distância no começo deste ano e que surpreendeu a todos”.

Segundo Serra, o ano de 2022 não foi tão positivo para o setor principalmente, porque as classes C e D, que são os públicos alvo da graduação EAD, estavam muito endividadas e com o poder de compra reduzido. Portanto, o cenário fiscal menos incerto e as expectativas de baixa na Selic também favoreceram essas companhias, que têm níveis consideráveis de alavancagem.

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