Fundos de Investimento

Os 20 FIIs com melhor desempenho do primeiro semestre de 2024

Veja fundos imobiliários que se destacaram no semestre e a perspectiva para o resto do ano

Fachada de prédio espelhada, visto de baixo. Foto: Pexels
Neste primeiro semestre do ano, entre os FIIs que tiveram destaque estão três fundos híbridos e dois de lajes corporativas. Foto: Pexels

Os fundos de investimentos imobiliários (FIIs) se tornaram queridinhos dos investidores brasileiros nos últimos anos. Com isso, o mercado fica atento ao desempenho dos ativos do setor, assim como ao cenário e perspectivas.

Um levantamento da Elos Ayta Consultoria trouxe os 20 FIIs com melhores desempenhos no primeiro semestre de 2024. Os ativos selecionados no estudo foram retirados do IFIX, principal índice de fundos imobiliários do mercado brasileiro. Confira!

FIIs híbridos e de laje no topo

Neste primeiro semestre do ano, entre os FIIs que tiveram destaque estão três fundos híbridos e dois de lajes corporativas. O MFII11 foi o que teve melhor alta na cota, com valorização de 17,01%. De acordo com Rafael Bellas, coordenador de produtos da InvestSmart XP, o MFII11, fundo de desenvolvimento da Mérito, conseguiu ampliar em 11% os dividendos pagos neste primeiro semestre, chegando a um patamar de R$ 1,20 por cota, o que atraiu a atenção de diversos investidores para o fundo e tornando-o o maior retorno do IFIX. 

Em seguida, aparecem os fundos HGPO11 e pelo TVRI11, cujas cotas tiveram alta de 12,96% e 12,15% nos primeiros seis meses de 2024. O RBRP11 e o CACR11 completam o top 5 dos FIIs que mais se valorizaram no semestre.

Já em relação ao fundo de lajes corporativas do Pátria, HGPO11, a principal notícia foi a oferta de compra recebida para os dois edifícios do portfólio, o que resultou na liquidação do fundo em patamares superiores ao seu valor de mercado, representando ganhos a serem distribuídos aos seus cotistas. 

No entanto, Bruno Viveiros, analistas de Fundos Imobiliários da Warren Investimentos, chama a atenção para o resto da tabela, que é composto principalmente por FIIs de papel. 

“O que me chama mais atenção na verdade é o meio da tabela, que é basicamente de CRIs (12 entre os 20 destacados). Isso mostra um grau de resiliência onde também tivemos questões de juros nesse semestre”, aponta.

“Ano passado, com a queda de juros, os fundos de tijolos andaram mais que os de papel. Já este semestre teve mais volatilidade por questões políticas, monetárias e fiscais”, afirma.

Perspectivas para o segundo semestre

De acordo com Bellas, neste segundo semestre, pode-se esperar uma retomada no mercado. Isso acontece após quedas do IFIX nos últimos meses, principalmente nos fundos imobiliários de tijolo (que investem em ativos reais), em razão das elevações das taxas das NTN-Bs e da piora do cenário macroeconômico. 

“Uma melhora das expectativas do mercado em relação ao aspecto fiscal do governo, aliado à manutenção de uma alta taxa de juros por um tempo maior do que imaginávamos no início do ano, é capaz de gerar melhores rendimentos para os fundos de papel, que possuem ativos de renda fixa em seu portfólio, entregando melhores dividendos aos seus cotistas e pressionando sua cotação de mercado”, destaca.

Para Viveiros, no curto prazo, o mercado olha para a inflação local, que voltou a subir, e cogita um aumento de juros. Além disso, um cenário global com maiores inflações e juros do que se esperava também trazem incerteza.

“Isso gera um grau de volatilidade e imprevisibilidade no curto prazo. Dito isso, considero que a parcela de FIIs de papel não é desprezível, já que podem dar um maior grau de conforto”, ressalta.

Já no médio prazo, ele destaca os FOFs e fundos de lajes como classes que podem se beneficiar caso os juros dos EUA sejam reduzidos e o cenário local se amenize. 

“No geral, outras classes, como shoppings e logística, devem ser analisadas mais ‘ativo a ativo’, para entender o que faz sentido e o que vale a pena”, conclui.

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