Antes mesmo do Copom, Brasil já retoma liderança em ranking de juros reais
Em todos os cenários, o Brasil retorna à 1ª colocação no ranking de juros reais, acima de Rússia Turquia, México e África do Sul
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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anuncia no início da noite desta quarta-feira, 16, a sua decisão sobre a taxa básica de juros, a Selic. Mas os cenários probabilísticos já colocam o Brasil de volta à liderança do ranking mundial de juros reais, mostra levantamento do site MoneYou e Lev Intelligence.
A consultoria projeta possibilidade de 50% de corte de 0,25 ponto percentual, 35% de manutenção da Selic em 14,5% ao ano e 15% de corte de 0,50 ponto. Em todos esses cenários, o Brasil retorna à 1ª colocação no ranking de juros reais, acima de Rússia Turquia, México e África do Sul. Veja aqui o ranking mundial de juros reais.
“Não há alterações de posição nos cenários propostos, dado como a inflação alterou a dinâmica dos juros reais e a distância ao segundo colocado”, afirma Jason Vieira, economista-Chefe da Lev/MoneYou, responsável pelo ranking que considera os 40 países mais relevantes do mercado de renda fixa mundial nos últimos 25 anos.
Na última reunião do Copom, no final de abril, o Brasil ainda figurava na segunda colocação, atrás da Rússia.
A taxa de juro real do Brasil, que é o resultado do juro nominal descontada a inflação, está atualmente em 10,09% ao ano. A Rússia aparece na segunda posição (9,31%) e a Turquia na terceira colocação (5,57%).
Ou seja, mesmo na hipótese de um corte de juros de 0,50 ponto percentual na Selic, o Brasil seguiria à frente da Rússia, com uma taxa de juros real de Brasil 9,36%.
Já no ranking nominal de juros, o Brasil permanece na 4ª colocação nos 3 cenários probabilísticos, atrás de Turquia (37%), Argentina (29%) e Rússia (14,5%), e à frente da Colômbia (11,25%).
Ranking atual de juros reais
- Brasil 10,09% (considerando Selic em 14,50%)
- Rússia 9,31%
- Turquia 5,57%
- México 5,10%
- África do Sul 3,74%
- Indonésia 3,31%
- Colômbia 3,17%
- Hungria 3,02%
- Polônia 2,61%
- Chile 2,43%
- República Tcheca 2,20%
- Índia 2,19%
- Austrália 1,71%
- Israel 1,66%
- Coréia do Sul 1,35%
- Tailândia 1,21%
- China 1,19%
- Malásia 1,18%
- Bélgica 1,11%
- Hong Kong 0,94%
- França 0,90%
- Cingapura 0,82%
- Itália 0,79%
- Suécia 0,74%
- Canadá 0,68%
- Reino Unido 0,58%
- Espanha 0,52%
- Alemanha 0,41%
- Estados Unidos 0,33%
- Dinamarca 0,31%
- Portugal 0,31%
- Áustria 0,22%
- Grécia 0,15%
- Holanda 0,13%
- Nova Zelândia -0,10%
- Taiwan -0,15%
- Filipinas -0,19%
- Suíça -0,36%
- Argentina -1,05%
- Japão -1,75%
*Matéria publicada originalmente em IstoÉ Dinheiro, parceiro de B3 Bora Investir