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7 fatos e frases da última semana de agosto que resumem a economia e o mercado

PIB do Brasil surpreendeu, enquanto juros do cartão chegou a 445%. Semana ainda teve recuperação judicial da 123 Milhas e Bora em tempo real na Expert XP

A economia brasileira voltou a surpreender e cresceu 0,9% no 2º trimestre, bem acima do esperado pelo mercado. O movimento foi apoiado pelo consumo das famílias e do governo e também por bons resultados da indústria e dos serviços. 

Mesmo com a perda de fôlego na comparação com a alta de 1,8% no início do ano, os analistas esperam um Produto Interno Bruto de até 3% no ano, a depender do mercado de trabalho em desaceleração e dos juros ainda altos. 

No dia a dia dos consumidores, os juros rotativos do cartão bateram os 445%, enquanto o governo corre para entregar a segunda fase do programa de renegociação de dívidas em setembro. 

Na tecnologia, o projeto da moeda digital brasileira (Drex) buscará eficiência. No mundo, foi registrada resiliência e moderação do mercado de trabalho nos Estados Unidos. No meio empresarial, a Justiça aceitou o pedido de recuperação judicial da 123 Milhas.

A semana que passou também teve a cobertura em tempo real do Bora no Expert XP 2023, festival que reuniu especialistas, investidores e nomes do mercado financeiro.

1. “ESTAMOS COM DADO BASTANTE POSITIVO DE CRESCIMENTO DO PAÍS”. (Dario Durigan, secretário-executivo do Ministério da Fazenda)

A economia brasileira voltou a surpreender e cresceu 0,9% no 2º trimestre, depois de avançar 1,8% nos primeiros três meses do ano. 

Indústria, serviços e consumo das famílias levaram o Produto Interno Bruto para o positivo. A agropecuária caiu 0,9% depois de bater recorde no início do ano, mas segue em patamares muito positivos no ano. 

Diante do resultado surpreendente, muitos economistas começaram a revisar suas projeções e já veem o PIB acima de 3% este ano. 

A semana também foi marcada por dados mistos do mercado de trabalho brasileiro. 

O emprego com carteira assinada caiu em julho, segundo o Caged. Já a taxa de desemprego desacelerou para 7,9%, menor valor para o mês em quase uma década, segundo o IBGE.

2. “NÃO ESTAMOS NEGANDO O DESAFIO. ESTAMOS REAFIRMANDO O COMPROMISSO DA ÁREA ECONÔMICA EM OBTER O MELHOR RESULTADO POSSÍVEL. (Fernando Haddad, ministro da Fazenda)

O governo enviou ao Congresso a proposta do Orçamento para 2024. Mais do que olhar para os números, o mercado focou na meta do governo de aumentar a arrecadação para zerar o déficit nas contas públicas no ano que vem.

Pela primeira vez, o ministro da Fazenda admitiu a dificuldade em aumentar os ganhos para equilibrar receitas e despesas. “Não estamos negando o desafio”, declarou Fernando Haddad.

O mercado financeiro segue cético quando ao atingimento da meta de déficit zero em 2024. Isso porque as medidas do governo para aumentar a arrecadação precisam de aprovação do Congresso Nacional. 

Dentre essas medidas estão:

  • voto de qualidade da Carf (Conselho de Administração de Recursos Fiscais), a favor do governo e aprovado na semana que passou (R$ 54,7 bilhões);
  • imposto sobre os rendimentos de fundos fechados (R$ 13,3 bilhões) e tributação das offshores (R$ 7 bilhões);
  • renegociação de dívidas de contribuintes com a Receita Federal e a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (R$ 43,3 bilhões).

3. JUROS DO CARTÃO DE CRÉDITO ATINGE 445% AO ANO

Em meio as discussões do Banco Central para acabar com o rotativo do cartão de crédito, os juros da modalidade bateram os 445,7% ao ano em julho. A inadimplência também subiu e chegou a 49,5%. 

A modalidade de crédito alternativa, que seria o parcelamento da fatura do cartão, também está com juros exorbitantes: 198,4% ao ano. Tanto que a inadimplência atingiu o maior nível em 12 anos.

Diante de tantos brasileiros com dívidas, o governo publicou detalhes da próxima etapa do Programa Desenrola Brasil. A iniciativa vai atender devedores com renda bruta mensal de até dois salários mínimos e os que estão no CadÚnico.

Para quem já renegociou, o B3 Bora Investir fez uma lista com 5 dicas para não voltar a cair no ciclo de dívidas impagáveis.

4. EUA: RESILIÊNCIA E MODERAÇÃO NO MERCADO DE TRABALHO 

No cenário internacional, o destaque ficou com a economia dos Estados Unidos. O país registrou um aumento nas contratações em agosto, enquanto o crescimento dos salários abrandou. 

O mercado de trabalho tem sido o pilar da economia americana este ano, apoiando uma dinâmica renovada que poderá ajudar o país a evitar uma recessão. No entanto, ainda há uma pressão dos empregos e salários em relação à inflação no país. 

Na semana que passou, a inflação no país registrou em julho os menores ganhos consecutivos em três anos.

Apesar dessa moderação, as discussões sobre novos aumentos de juros nos Estados Unidos não se encerraram. Mas afinal, o que é o Fed e por que a decisão de juros dos EUA é importante? O Bora te explica!

5. “A PLATAFORMA DO DREX VAI TRAZER EFICIÊNCIA PARA TODO E QUALQUER TIPO DE CONTRATO QUE A GENTE TEM HOJE”. (Rodrigoh Henriques, diretor de inovação da Federação Nacional de Associações dos Servidores do Banco Central)

O impacto da moeda digital brasileira, o Drex, no nosso dia a dia foi assunto de uma entrevista do diretor de inovação da Fenasbac ao B3 Bora Investir

Além de explicar como vão funcionar os contratos inteligentes, documentos digitais programados por meio da tecnologia, falamos da capacidade de gerar garantias para empréstimos, o que ajuda na redução dos juros.

No mercado de capitais, O Drex tornará possível trocar títulos entre pessoas ou até comprar frações de fundos com alto valor de entrada. No entanto, o papel das companhias que fazem a intermediação dos produtos ainda é um ponto em discussão. O Drex ainda está em fase de testes e deve ser lançado entre o fim de 2024 e o início de 2025. 

Na semana que passou, os bancos BTG Pactual e Itaú Unibanco fizeram a primeira transferência interbancária com o Real Digital. Os ativos tokenizados foram transferidos de reservas do BTG para o Itaú, que depois transferiu de volta o valor. 

6. 123 MILHAS: JUSTIÇA ACEITA PEDIDO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL

A Justiça aceitou o pedido de recuperação judicial feito pela 123 Milhas, HotMilhas (controlada pela agência de viagens), e Novum Investimentos (sócia da empresa). Com a decisão, a companhia conseguiu a suspensão das cobranças judiciais de credores e consumidores por um prazo de 180 dias.

Na ação, a empresa declara dívidas de R$ 2,3 bilhões, sendo a maior parte (R$ 1,52 bilhão) para credores quirografários (que não possuem garantias de pagamento). Eles são seguidos por empresas de pequeno e médio portes (R$ 18,9 milhões) e dívidas trabalhistas (R$ 13,3 milhões). O documento foi obtido pelo jornal ‘Valor Econômico’.

Antes de pedir a RJ, a 123 Milhas se comprometeu a devolver integralmente os valores pagos pelos clientes através de vouchers. No entanto, suspendeu a utilização dos tickets “enquanto estiver em tramitação o processo de recuperação judicial”.

Para quem já quer se planejar para viajar no fim do ano sem endividamento, os especialistas são unânimes em dizer que “o momento é agora”. As principais dicas para se organizar são orçamento detalhado com as despesas diárias, escolha de passeios e escape do parcelamento no cartão.

7. FINANÇAS PESSOAIS: BORA COM A GENTE!

Nas finanças pessoais, o destaque foi a cobertura ao vivo do Bora ao Expert XP 2023. O festival reuniu especialistas, investidores e nomes do mercado financeiro.

Teve também o exemplo da Diarista Investidora. Vera Lúcia Santos Silva aplica 94% do seu patrimônio em fundos imobiliários e ações que rendem dividendos de R$ 180 mensais. 

Diversificar os investimentos: por que é tão importante e como fazer? O B3 Bora Investir mostrou em uma reportagem especial que investir em ativos de diferentes tipos e prazos, ligados a diferentes setores e até países, é a estratégia mais indicada para minimizar riscos e impulsionar retornos.

Com a queda da Selic, é hora de investir em fundos imobiliários? Os analistas dizem que sim, diante da valorização dessa modalidade de investimentos nos últimos meses. 

Já no financiamento imobiliário o início de queda da Selic deve levar a uma redução nas taxas de juros. No entanto, o impacto pode levar de três a seis meses.  

Na semana, a Comissão de Valores Mobiliários aprovou o aumento no limite de ressarcimento para investidores lesados por corretoras. O teto passou de R$ 120 mil para R$ 200 mil. O novo limite entra em vigor a partir de 2024. 

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