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7 fatos ou frases que resumem o mercado financeiro na 1ª semana de maio

Decisões de juros no Brasil, EUA e Europa marcam a semana que também teve novos problemas bancários, discussões sobre regra fiscal, aumento do mínimo e isenção do IR

Copom. Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil
O livro de registros do Copom, o Comitê de Política Monetária. Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil

Por Redação B3 Bora Investir

A semana mais curta por conta do 1º de maio deu trabalho para os bancos centrais dos Estados Unidos e da Europa explicarem mais um aperto monetário. Aqui no Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom), apesar de manter a Selic em 13,75%, também teve de defender a sua decisão. O BC acenou com ‘tchauzinho’ de miss ao novo arcabouço fiscal e focou que ainda é preciso construir um caminho para baixar os juros. 

Diante de tantas discussões que envolvem os bancos centrais, o B3 Bora Investir trouxe uma reportagem especial sobre o Comitê de Basileia. A instituição, que reúne os BCs de várias nações, foi criada para discutir maneiras de melhorar o sistema financeiro mundial. Diante dessa crise no sistema bancário dos Estados Unidos, que voltou à tona nesta semana, acho que as discussões na Basileia devem estar bem acaloradas. 

No pacote do Dia do Trabalho, medidas provisórias do governo (que precisam ser aprovadas pelo Congresso em até 120 dias) aumentaram o salário mínimo, a faixa de isenção do Imposto de Renda e os tributos de aplicações financeiras e bens que pessoas físicas residentes no Brasil têm no exterior. Na pauta de finanças pessoais, dicas para declara o IR, como falar de dinheiro com o parceiro e a gestão do tempo na qualidade de vida. 

Relembre, a seguir, os principais fatos e frases que marcaram a semana:

1. DECISÕES DE JUROS NO BRASIL, ESTADOS UNIDOS E EUROPA

As decisões sobre a política monetária do Brasil, Estados Unidos e Europa abriu a primeira semana de maio. O ambiente global de inflação pressionada segue forte diante da retomada na demanda por serviços – como viagens e restaurantes – após o período mais crítico da pandemia.

No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a Selic, em 13,75% a.a. É a sexta vez seguida que o Banco Central opta pela continuidade do atual nível de juros para combater a inflação. No comunicado, o Comitê reforçou o pedido de “paciência e serenidade na condução da política monetária” para levar a inflação à meta e fez acenos à equipe econômica do governo em relação aos progressos na política fiscal.

Em uma reportagem antes da decisão, o B3 Bora Investir explicou os dois principais pontos que levam o BC a ter um viés mais cauteloso e deixar os juros estáveis em um patamar tão alto. São eles: o fôlego extra que a economia apresentou em fevereiro e a contínua desancoragem das expectativas de inflação. 

O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, não quis comentar a decisão do Copom. O governo esperava mais que sinalizações da instituição, principalmente após entregar ao Congresso o novo arcabouço fiscal. A pergunta que fica no mercado agora é quando os juros vão baixar? Uma análise do jornal ‘Valor Econômico´, apontou que o caminho para baixar a Selic ainda precisa ser construído. Enquanto a decisão não vem, investidores já começam a pensar para onde ir se a Selic começar a desacelerar

Na zona do Euro, o Banco Central Europeu subiu a taxa de juros de referência (a taxa de depósito) em 0,25 ponto percentual para 3,25%. A decisão veio ao encontro das expectativas do mercado e levaram a taxa ao maior patamar desde 2008. 

Nos Estados Unidos, os juros também voltaram a subir na mesma proporção – o que elevou a taxa para o intervalo entre 5% e 5,25% ao ano. O Federal Reserve afirmou que permanece atento a inflação e sugeriu que o ciclo de aperto monetário deve ser pausado na reunião de junho para avaliação sobre a evolução da economia e os impactos da recente crise bancária local.

2. “ESTAMOS COMPROMETIDOS A APRENDER AS LIÇÕES CORRETAS DESSE EPISÓDIO”

(Jerome Powell, presidente do Fed)

A frase do presidente do banco central americano sobre as turbulências da crise bancária no país aconteceram um dia antes de novos problemas com instituições regionais. O mercado acordou na quinta-feira sob o impacto da queda nas ações de três bancos: Western Alliance Bancorp, o PacWest Bancorp e o First Horizon Corp

A queda dos papéis do Western Alliance foi provocada após discussões em redes sociais de que o banco estaria explorando opções estratégicas, incluindo uma venda. O PacWest confirmou que está em negociações para venda e o First Horizon teve o seu contrato de venda para um banco canadense rescindido. 

No início da semana, após problemas com saques de US$ 100 bilhões em depósitos, o First Republic Bank (FRB), foi à falência. O JP Morgan adquiriu a maior parte dos ativos e depósitos em um resgate liderado pelo órgão garantidor de crédito dos Estados Unidos. A quebra do FRB configura a segunda maior para um banco da história americana.

3. BANCOS CENTRAIS NA BOCA DO POVO

Os bancos centrais do países fazem parte do noticiário econômico em todo o planeta. Agora você sabia que existe – desculpem a redundância – o banco central dos bancos centrais? Pois é, uma reportagem especial do B3 Bora Investir explicou o que é o Comitê de Supervisão Bancária de Basileia.

A organização internacional composta por vários países costuma se reunir para discutir o sistema financeiro mundial e pensar em como aprimorá-lo. O trabalho deve estar grande na Basiléia, diante desse crise cada vez pior no sistema bancário americano.

4. ARCABOUÇO FISCAL: “VEIO UMA BOA PROPOSTA QUE SÓ PRECISA SER APRIMORADA E ACHO QUE TEMOS A OPORTUNIDADE DE SE FAZER ISSO É AGORA”. (Felipe Salto, economista-chefe da Warren Rena)

A frase do economista-chefe da Warren Rena e especialista em contas públicas, Felipe Salto, demostra otimismo em torno da nova âncora fiscal que está em análise pelo Congresso. O novo arcabouço prevê regras com foco em dois pontos principais: arrecadação e gastos.

Pelo lado das receitas, Salto acredita que as metas de superávit primário (diferença entre o que o governo arrecada e o que gasta, sem contar os juros da dívida) são ambiciosas e de difícil execução. Pelas despesas, era necessário uma meta mais dura nos gastos. Pela proposta, a despesa só poderá crescer 70% da variação real da receita corrente líquida acumulada em 12 meses até junho, frente ao mesmo período do ano anterior e a inflação projetada para o ano.

Na Câmara, o relator do arcabouço fiscal, deputado Claudio Cajado (PP-BA), afirmou avalia incluir no texto gatilhos para conter as despesas do governo em situações em que os gastos ficarem desequilibrados em relação às receitas. Ele também informou que pode incluir a obrigatoriedade de relatórios bimestrais sobre despesas e receitas do governo.

5. O PACOTE DO 1º DE MAIO: MÍNIMO, ISENÇÃO IR E TRIBUTAÇÃO

A semana do Dia do Trabalhou contou com uma série de Medidas Provisórias do governo. A mais aguardada elevou o salário mínimo para R$ 1.320. “É um aumento pequeno, mas real, acima da inflação, pela primeira vez depois de seis anos”, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em outras duas MPs o governo mexeu em regras do Imposto de Renda de 2024. A primeira tornou isentos de IR os contribuintes que recebem até R$ 2.640 mensais, ou seja, dois salário mínimos. Hoje, essa isenção se aplica sobre rendimentos de até R$ 1.903. Segundo a Receita, 13,7 milhões de brasileiros devem deixar de pagar IR.

A segunda criou uma nova regra para tributar rendimentos de aplicações financeiras e bens que pessoas físicas residentes no Brasil têm no exterior. O objetivo é compensar parte das renúncias de receita, após a atualização da tabela do Imposto de Renda (IR).

6. IMPOSTO DE RENDA E O SEU DINHEIRO

Faltam pouco mais de três semanas para o contribuinte brasileiro acertar as contas com o Leão. E você sabia que gastos médicos podem ser deduzidos do Imposto de Renda? Exatamente, quem realizou gastos médicos ou hospitalares durante o ano passado, poderá reaver parte desses valores por meio da restituição. 

Para aproveitar o papel e a caneta das contas do IR, que tal se organizar para um planejamento pessoal e financeiro eficiente? O B3 Bora Investir explicou que a gestão do tempo pode impactar na qualidade de vida e finanças

Se gerir o tempo ajuda a colocar as contas em dia, que tal falar com seu parceiro ou parceira sobre dinheiro e ambições financeiras? O Gustavo Cerbasi, autor do best seller “Casais Inteligentes Enriquecem Juntos” resumiu o cerne dos problemas nos relacionamentos ligados ao dinheiro

“O casal deve refletir sobre o que podem fazer para conseguir ter mais coisas na vida, como ter mais happy hours ou uma casa maior. A pergunta deve ser: você consegue contribuir com quanto para isso? Vamos fazer hora extra, vender algo? O que seria mais eficaz para construir nossos sonhos?”.

7. A CRISE NA ARGENTINA

As soluções dos problemas econômicos na Argentina parece que viraram do Brasil. Nesta semana, o presidente do país Alberto Fernández esteve em Brasília para um encontro com Lula. Na pauta, a possibilidade do Brasil acertar linhas de créditos para exportações brasileiras ao país vizinho.

A medida é para ajudar nossos Hermanos que sofrem com uma inflação fora de controle, a nova escalada da cotação do dólar e uma dívida pública que atinge mais de 80% do Produto Interno Bruto (PIB). A Argentina também passa por problemas socioeconômicos. Hoje 9,2% dos habitantes, ou 44 milhões de pessoas, estão abaixo da linha de pobreza. O B3 Bora Investir publicou uma reportagem que explica como o país chegou nessa grave crise econômica e social

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