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O que devo saber antes de investir em uma empresa?

Informações sobre companhia e setor de atuação são indispensáveis ao investidor. Veja o que você precisa saber antes de investir em uma empresa.

Uma mão segurando um saco de sisal estampado com cifrão transfere o pacote para uma mão extendida
A temporada de balanços divulgada por companhias deve estar no radar de investidores. Foto: Adobe Stock

Toda rotina de investimento começa com a expectativa de lucro. Quando se investe em empresas de capital aberto, então os riscos que são parte natural desse tipo de aplicação também devem ser antecipados. Para ajudar o investidor a entender o que ele deve saber antes de investir em uma empresa ou setor, o B3 Bora Investir conversou com o economista e sócio da SuperRico, Jayme Carvalho Jr. Confira a seguir!

O que é análise fundamentalista de ações?

A análise fundamentalista é uma das práticas de você precisa saber antes de investir, ela consiste em estudar uma empresa para se decidir sobre a compra ou venda de suas ações. Há uma série de informações que devem ser consideradas pelo investidor, sobretudo o iniciante, que ainda não está acostumado com o sobe e desce das ações.

“É preciso que se esteja seguro antes de se investir numa empresa. Isso que dizer ter noção sobre as expectativas de risco e retorno. Também deve estar claro que os resultados de uma empresa são influenciados por muitos fatores, como o time de administração e o estágio em que se encontra, se é uma empresa consolidada no mercado ou não. Alguns fatores macroeconômicos também influenciam, como momento do país e do mercado”, observa Jayme.

Segundo o sócio da SuperRico, muitos iniciantes se apegam a uma visão simplista dos investimentos. “É comum que se invista pensando apenas no ganho, e não nos objetivos pelos quais se investe. O ideal é que se conheça o alvo do investimento por meio de informações, como resultados e fatos relevantes”, sentencia Jayme.

Como obter informações de uma empresa?

As informações cedidas por empresas e citadas pelo economista são muitas vezes de caráter público. Já o investidor precisa saber por que caminhos chegar a tais informações.

“No caso de empresas públicas, sites oficiais geralmente tem calendários contendo datas para divulgação de resultados. No caso de empresas privadas, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é uma fonte segura, assim como a B3, já que informações de empresas listadas são sempre publicadas pela bolsa”, observa Jorge.

Além de informações sobre empresas, o site da B3 também tem índices que agrupam companhias por diferentes categorias de excelência, como governança, e relacionados a segmentos específicos, como commodities e indústria. Já o site da CVM possui uma área para informações sobre companhias, como dados abertos e registros.

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Aliadas às informações cedidas por empresas, está o trabalho das agências classificadoras de risco e de profissionais habilitados. “As agências classificam os riscos que envolvem a emissão de dívidas por parte de uma empresa, isso é, as chances de ela honrar seus compromissos com os investidores. Já os profissionais, como o analista fundamentalista com certificado CNPI, é geralmente contratado pela própria empresa para fazer uma análise de riscos, mas atua com independência”, explica Jayme.

Comprei ações e elas se desvalorizaram – e agora?

Lidar com a variação de preços de ativos, a chamada volatilidade, é algo que todo investidor precisa saber. Períodos de alta e baixa podem se suceder e cabe ao detentor de ações ter paciência para se decidir sobre o melhor momento para comprar ou vender.

“Nunca se deve investir um dinheiro que se planeja usar no curto prazo. Também se pode optar por investimentos mais conservadores, com menores riscos e gastos”, observa Jayme.

Outra forma de minimizar riscos é diversificar os investimentos. Jayme explica uma prática conhecida como correlação, que se baseia em compor uma carteira com diferentes setores de atuação empresarial.

“Se os ativos que compõem uma carteira são todos de um único setor, então eles irão se comportar de um modo semelhante e pelos mesmos motivos. Por exemplo, ações de empresas do setor de varejo terão reações parecidas quando o juros subir, se a economia vai mal ou se um grande fornecedor quebrar. A correlação da carteira diz que é preciso investir em setores que não respondem aos mesmo fatores. Então, se há ações de empresas do varejo, pode ser uma boa ideia também investir em commodities, empresas de energia e outros setores guiados por outras circunstâncias”, explica Jayme.

Outro fator que piora os momentos de baixa para investidores de renda variável é ter uma carteira com número insuficiente de ativos.

“Como educador financeiro, vejo muitas pessoas que investem só em cinco ou seis empresas. Se uma delas vai mal, o prejuízo pode chegar a 20% do total investido. Então, é preciso ter mais ações, o que pode ser trabalhoso de se administrar. Se não há tempo para acompanhar todas as ações, então é preciso contar com gestores profissionais“, avalia Jayme.

Para entender mais sobre o mercado e começar a investir, confira os conteúdos gratuitos do Hub de Educação Financeira da B3.

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