Organizar as contas

4 erros financeiros que se deve evitar no final de ano

Confira os erros mais comuns de se cometer no final do ano, como evitá-los e se preparar para essa época

Mulher olhando assustada para uma folha contas e endividamento. Foto: Adobe Stock
O endividamento é um problemas cônicos decorrentes das taxas de juros elevadas. Foto: Adobe Stock

Por João Paulo dos Santos

O final do ano é uma época repleta de celebrações, festividades e momentos especiais com amigos e familiares. No entanto, essa temporada festiva também é frequentemente marcada por despesas extras, que podem levar a erros financeiros.

É essencial ficar atento a compras de presentes, viagens e gastos sazonais, que podem levar muitas pessoas a se enrolarem com suas finanças antes mesmo do início do próximo ano.

4 erros financeiros para se evitar no final do ano

  1. Acúmulo de dívidas 

As dívidas são parte da vida e muitas vezes do dia a dia do brasileiro. Contas parceladas, ou atrasadas já são motivo de preocupação antes da chegada do final do ano. Contudo, as festividades e despesas extras podem provocar um acúmulo de dívidas que piora ainda mais a sua saúde financeira.

  1. Excessos nas compras

Outro erro muito ligado ao final do ano são os excessos nas compras, sejam elas de presente, alimentação, viagens, etc. O momento acaba por ser propício para o exagero e se o consumidor não estiver atento, pode se complicar com os gastos.

  1. Falta de planejamento financeiro

A falta de um planejamento financeiro é um erro comum durante todo o ano. Porém, ele pode ser acentuado nas festividades de fim de ano. Sem um planejamento, fica muito mais fácil se atrapalhar com contas e orçamentos mais justos. 

  1. Falta de atenção aos impostos do começo do ano

Outra questão que não pode sair de vista é o pagamento de impostos como IPTU e IPVA no começo do ano que vem. A falta de atenção a esses pontos pode levar a pessoa a gastar no final do ano sem pensar nos gastos extras que estão por vir.

Como driblar os erros

  1. Analisar necessidades

Algumas ações podem ser tomadas para driblar os erros comuns do final do ano. Fernanda Fabiana Nunes Ribeiro, coordenadora dos cursos de Ciências Contábeis da Faculdade Anhanguera, destaca a importância de analisar a necessidade das compras de fim do ano. 

“É um período que estamos mais emotivos e com o décimo terceiro na conta, o que faz com que as pessoas tenham a sensação de que a renda está maior e vem automaticamente o impulso de comprar algo”, alerta ela. 

Para evitar acúmulo de dívidas desnecessárias neste momento, Fernanda recomenda fazer um levantamento da situação financeira da pessoa e da família, priorizando primeiro o pagamento das dívidas antes de qualquer compra. 

Já Fabrício Gonçalvez, CEO da Box Asset Management, ressalta que é sempre importante priorizar o pagamento das contas atrasadas e criar um plano para pagar ou negociar as dívidas.

  1. Controle dos excessos

Em relação aos excessos, Ribeiro aconselha definir prioridades. “Ao invés de presentear todo mundo, faça uma lista com as pessoas que você quer mimar e tente dar um presente que seja significativo se atentando ao preço”. 

Outro cuidado apontado é com a compra de alimentos muito caros para as ceias. Historicamente, o brasileiro gosta de mesa farta, e é muito bom passarmos uma semana comendo o que sobrou da ceia. Portanto, atenção às quantidades é fundamental. 

“Para pessoas que ainda não se programaram para viajar no fim de ano, é importante que pesquisem os preços, qual destino vale mais a pena e se encaixa com seu orçamento, para evitar dívidas”, diz ela.

  1. Controle de orçamento

O controle do orçamento é essencial no trato da saúde financeira. Gonçalvez destaca a relevância de analisar o orçamento pessoal regularmente, especialmente no final do ano. 

“Estabeleça um orçamento realista para presentes, festas e jantares e siga-o rigorosamente. Além disso, identifique áreas onde você pode economizar ou cortar os gastos desnecessários”, diz ele. 

Já a coordenadora dos cursos de Ciências Contábeis lembra que é importante cada um saber o quanto ganha. “Alguns indivíduos acabam confundindo seus rendimentos com o crédito que têm no cartão, trazendo a percepção de que recebem muito mais. Então, é preciso analisar e colocar em primeiro lugar as contas que têm que pagar, sonhos a realizar, produtos que almeja comprar e organizar tudo isso em uma planilha”.

  1. Consulte profissionais se necessário

O CEO da Box Asset Management também aconselha sempre buscar ajuda de um profissional caso ache que seja necessário. Ainda mais em assuntos mais desconhecidos, como o pagamento de impostos.

“Consulte um profissional de impostos para entender como maximizar suas deduções fiscais e aproveitar as oportunidades de economizar dinheiro com impostos antes do final do ano”, afirma.

  1. Reserva de emergência

Por fim, ter uma reserva de emergência é importantíssimo, em tempos que gastos podem sair do controle – como em qualquer época do ano.

Fernanda Ribeiro explica que o ideal é que cada família ou indivíduo tenha de 6 a 12 vezes do orçamento mensal como reserva em caso de alguma necessidade ou imprevisto, como perda do emprego.

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