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Ibovespa tem histórico de altas no mês de dezembro: 14 vezes nos últimos 20 anos

Levantamento mostra mês favorável para as ações do Ibovespa apesar de baixas nos últimos anos de eleições

Fachada B3. Foto: Adobe Stock
Os anos que tiveram maior alta no período foram 1999, 2000 e 2003, com 24%, 14,8% e 10,2% de ganhos, respectivamente. Foto: Adobe Stock

Por João Paulo dos Santos

Dezembro é o fechamento do ciclo anual em boa parte do mundo, e não é diferente na bolsa de valores. O mês que marca o encerramento dos rendimentos no período costuma ser positivo, com o Ibovespa fechando o mês no azul na maioria das vezes nos últimos 20 anos.

Um levantamento do TradeMap mostrou que de 1999 até 2021, apenas seis vezes o Ibovespa não fechou em alta no mês de dezembro. Em 1999, 2000 e 2003, o índice garantiu suas maiores altas, com 24%, 14,8% e 10,2% de ganhos, respectivamente.

Na contramão, 2014, 2015 e 2016 foram os anos que tiveram as maiores quedas — as baixas respectivas foram de 8,6%, 3,9% e 2,7%. 

Confira abaixo a rentabilidade do Ibovespa de 1999 a 2021

Gráfico de rentabilidade do Ibovespa

Para o Head de renda variável da SVN Investimentos, André Luzbel, não existe um único fator que faz dezembro ser especial, porém, geralmente é um mês de alta por um ponto específico: a atuação dos fundos de investimentos.

“Não é que o mês todo é de alta, é que o fechamento acaba sendo muito bom, principalmente por se tratar do fechamento do ciclo, no último dia de mercado, no último dia útil, várias ações acabam subindo muito porque os fundos puxam para fechar o período com a cota melhor”, diz ele.

O head também lembra que essa atuação dos fundos acaba tendo mais destaque porque dezembro costuma ser marcado por baixa liquidez, dado as datas festivas. Em 2022 ainda temos o caso excepcional da Copa do Mundo 2022 de futebol, que acontece durante o mês e também diminui o volume de negociação na bolsa.

Segundo Luzbel, 2022 ainda conta com a diferença de abarcar uma transição de governo, assim como 2018 e 2014, outros tempos de eleições. “Anos como 2022 deixam um legado de mais apreensão para os doze meses seguintes, dado a eleição. Toda vez que a gente tem uma mudança de governo, as expectativas acabam sendo maiores. A gente tem uma instabilidade porque não se sabe ao certo como será o novo governo que vai tocar o país”. 

O que fazer no cenário atual

Por enquanto, temos acompanhado o mercado atento à PEC da Transição, escolha por ministros do próximo governo, assim como questões externas, como Covid na China e a guerra na Ucrânia. Essas questões, como dito anteriormente trazem maior instabilidade para o mês de dezembro que o usual.

Para os mais conservadores, a renda fixa continua rendendo bem com a alta de juros, porém, o head de renda variável da SVN Investimentos alerta que o cenário pode gerar oportunidade na compra de ações. “Tentar aproveitar os momentos de queda e se o mercado der um rally de alta por algum motivo no final desse ano realizar um pouco dos lucros”.

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