Objetivos financeiros

3 resoluções para quem quer liberdade financeira em 2023

Especialistas do C6 Bank dão recomendações a quem sonha viver de renda

Homem simular escalar gráfico de barras simbólico feito de nuvens rumo ao topo
Investimentos podem ser o caminho para a liberdade financeira. Foto: Adobe Stock

Quem nunca sonhou em ter independência financeira e nunca mais precisar trabalhar? Enquanto muitos jogam na Mega-Sena com a esperança de viver de renda, outros veem nos investimentos um modo de alcançar o mesmo objetivo.

Se você ainda não deu sorte com os números da Mega, confira a seguir algumas recomendações de especialistas para fazer sua carteira render o bastante e te proporcionar independência.

1- Conheça a sua realidade

Segundo Liao Yu Chieh, educador financeiro do C6 Bank, o que leva a maioria das pessoas a buscarem independência financeira é algum trauma em relação a dinheiro.

“É esse o caso de pessoas que perdem o emprego e passam dificuldade, ou então que se endividam e os juros viram uma bola de neve. Quando elas conseguem se ajeitar, não querem mais que essas situações se repitam. Há também casos de exemplos negativos, quando há familiares ou amigos que não vivem bem e pessoa não quer levar a vida de forma semelhante”, observa Liao.

Logo, um dos primeiros passos para se obter a independência financeira é conhecer a própria realidade. Isso quer dizer ter noção dos motivos que levam a esse anseio e também colocar no papel o valor necessário para se viver de renda.

Igor Rongel, head de investimentos do C6 Bank, explica que “é preciso saber quanto se gasta e quanto se pretende gastar quando quiser viver de renda. Só a partir disso começamos a estimar quanto será preciso investir e qual rentabilidade buscar.”

2- Saiba quais são os investimentos mais adequados para o seu perfil

De acordo com Rongel, os CDBs IPCA+ podem ser uma boa opção para os mais conservadores. Eles garantem uma rentabilidade acima da inflação e é possível encontrá-los com vários prazos diferentes.

Ainda dentro da renda fixa, outra opção são os títulos públicos com pagamento de juros semestrais. Com isso, o investidor pode comprar títulos com vários prazos e ainda garantir uma renda semestral. “Se o valor obtido semestralmente for suficiente para bancar os gastos do período, essa é uma opção de investimentos com risco baixíssimo para o investidor, já que o emissor é o próprio governo”, explica Rongel.

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Por outro lado, perfis mais tolerantes a riscos tendem a obter independência financeira antes que os mais conservadores. Liao diz que “os mais arrojados têm maior parcela de renda variável na carteira, como ações, FIIs e investimentos no exterior. Essa parcela a mais de renda fixa tende a ter rentabilidade melhor no longo prazo. Mas depende, porque más escolhas podem prejudicar o rendimento. Entre indivíduos, pode haver uma oscilação grande.”

O educador financeiro também destaca uma realidade típica do Brasil, que é o uso frequente da renda fixa como principal meio de viver de renda.

“Nos Estados Unidos ou na Ásia, por exemplo, a renda fixa não tem muita atratividade para se obter independência financeira, dadas as taxas baixas de juros no exterior. No Brasil, onde os juros são altos, a renda fixa pode ser um ótimo meio de ter independência, mas não é único. É ótimo porque é seguro, mas não deveria ser o único meio, porque no longo prazo a renda variável pode funcionar muito bem”, afirma Liao.

3 – Procure aconselhamento profissional

Felizmente, essa é uma resolução que muitos já colocam em prática. Em sua experiência como educador financeiro, Liao afirma que muitas pessoas já o procuraram para discutir a possibilidade de obter independência financeira por meio de investimentos. Foi também o que mostrou a última edição do Raio-x do Investidor, pesquisa realizada pela Anbima – Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais.

De acordo com o estudo, 26% dos entrevistados procuram gerentes ou assessores de forma presencial para se aconselhar financeiramente. Já 5% fazem o aconselhamento de forma remota. Em segundo lugar, as pessoas procuram amigos e familiares, totalizando 20% dos entrevistados.

“Isso mostra que as instituições financeiras seguem como a principal fonte de informação para atingir a independência”, conclui Liao.

Importante destacar que hoje há bancos que oferecem serviço de assessoria de investimentos com utilização de tecnologia para auxiliar o usuário a diversificar os investimentos de forma personalizada, sem o intermédio de consultores. A solução também pode oferecer carteiras que passam por calibrações periódicas para adequar o nível de risco e buscar a melhor rentabilidade.

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