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Futuro das criptomoedas: quais as expectativas para 2023

Axel Blikstad, acredita em mais estabilidade no futuro das criptomoedas, apesar das incertezas do cenário macroeconômico. Saiba mais!

Imagem de uma moeda de bitcoin em tom acobreado
Bitcoin é a mais famosa das criptomoedas. Foto: Michael Wensch/Domínio Público

Por Redação B3 Bora Investir

O mercado de ativos digitais sofreu em 2022 o que os especialistas chamam de ‘inverno cripto’. No acumulado do ano, o Bitcoin (BTC) – criptomoeda mais conhecida e negociada do planeta – desabou mais de 60%, da faixa dos US$ 50 mil para US$ 16 mil. A Ethereum (ETH) foi pelo mesmo caminho – menos 70% em um ano – de US$ 3,7 mil para US$ 1,1 mil – os dados são do CoinDesk.

A queda nas cotações vem na esteira dos temores de recessão nos Estados Unidos – que tem impactado o mercado de renda variável ao redor do mundo. Além disso, os ruídos envolvendo empresas do setor de criptoativos também seguem no radar. Nesse cenário, o que esperar do futuro das criptoedas? Entenda aqui!

O que esperar do futuro das criptomoedas?

Para 2023, o sócio da gestora BLP Crypto – responsável pelo primeiro fundo de Bitcoin do Brasil, Axel Blikstad, acredita em um ano melhor, mais estável, para as criptomoedas – apesar do cenário macroeconômico ainda incerto.

A entrada de novas empresas confiáveis no mundo das moedas virtuais e as discussões sobre um ambiente mais regulado pesam sobre a recuperação desse mercado.

“Vai ser devagar, mas temos visto a vinda de novos players na parte de custódia. A parte regulatória também vai evoluir. Acredito que no começo do próximo ano ou no primeiro semestre, o mercado começa a se animar com os ativos. Eu espero que possa acontecer algo muito parecido com 2019.

Naquele ano, quem realmente acreditava na tecnologia – e não só em ganhar dinheiro no curto prazo – ficou no mundo das criptomoedas”, afirma Axel.

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Futuro das criptomoedas: novas regras do setor

No fim de 2022, após sete anos em tramitação, o Congresso Nacional aprovou o Marco Regulatório dos Criptoativos. A lei formaliza na legislação brasileira o mercado de moedas digitais ao estabelecer algumas regras para o funcionamento da atividade. Para o sócio da BLP Crypto, a discussão também deve avançar em outros países. Sobre o Brasil, ainda falta resolver a questão da regulamentação.

“No Brasil vão ter dois reguladores que são muito competentes: o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários – a CVM. Para os Estados Unidos, acho que tem uma grande chance dessa regulação evoluir em 2023. Acredito que isso tende a acalmar o mercado no tempo, junto com a questão da normalização dos juros”.

O especialista explica ainda que as criptomoedas funcionam em ciclos de altas e baixas após acontecer o chamado ‘halving’ do Bitcoin. O ‘halving’ é um evento quadrienal no qual a recompensa dos mineradores do BTC é reduzida pela metade. Há também o corte de 50% da oferta de novas unidades da moeda.

Segundo Axel Blikstad, em 2012, 2016 e 2020 – anos em que esse evento ocorreu – o Bitcoin avançou, mas depois entrou em um ciclo de queda.

“O mercado de criptomoedas vem apresentando ciclos de quatro anos. O último foi em 2018, após a euforia de 2017. Se esse ciclo de quatro anos for mantido, pode ser que a gente esteja no final do ‘Cripto Winter’ [inverno cripto]. Será um ano que o mercado e as pessoas voltam a construir o ecossistema com novas e boas empresas entrando no mercado, o que pode acalmá-lo”, conclui.

Atualizações das moedas digitais

Em 2022, o Ethereum teve um upgrade na sua capacidade de processar transações. O avanço ficou conhecido como ‘Merge’. Já o Bitcoin fez a ‘Taro’ – atualização que permitiu a criação e transação de tokens na sua rede.

O ano de 2023 também deve ser marcado por atualizações nas plataformas. Assim, o Ethereum deve fazer alterações para deixar a sua rede com mais força para suportar o aumento das transações e armazenar mais dados.

Dicas para os investidores em 2023 – aproveite o futuro das criptomoedas

O sócio da BLP Crypto, Axel Blikstad, fez uma lista com dicas para os investidores que querem entrar nesse mercado em 2023, confira:

  1. Seja muito diligente a onde você vai comprar seus ativos – não adquira os seus criptoativos em qualquer corretora;
  2. Antes de comprar estude o que você vai adquirir, fique confortável, entenda o que está fazendo e não use alavancagem – técnica para multiplicar a rentabilidade através de endividamento;
  3. Aprenda a fazer custódia fria, ou seja, custódia em uma carteira que não depende de um terceiro e está desconectadas da internet; e
  4. Seja dono das suas chaves privadas para não ter nenhuma surpresa. “Se você está fazendo a custódia para você mesmo, você não vai ter dor de cabeça”.

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