Fundos de Investimento

Quanto investir para garantir rendimentos de R$ 1 mil em FIIs por mês

Rendimentos dos FIIs fazem a aplicação ser uma boa opção para atingir o objetivo de ter uma renda extra mensal

FII de CRI. Foto: Adobe Stock
Segundo o último boletim mensal da B3, o mercado de fundos imobiliários (FIIs) chegou a 2.198.615 investidores pessoa física. Foto: Adobe Stock

Por João Paulo dos Santos

Ter uma renda extra mensal é objetivo de muitos investidores. Uma opção para atingir essa meta é investir em Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs), que geram rendimentos periódicos.

A seguir te explicamos como começar a aplicar nesses tipos de fundos e garantir rendimentos de R$ 1 mil por mês a partir desses aportes. Confira!

Como funcionam os rendimentos dos Fundos Imobiliários

Os FIIs são aplicações que permitem que um grupo de investidores acesse o mercado imobiliário. Esses fundos, geridos por profissionais especializados, geram receitas por meio de aluguéis, vendas de imóveis, construção de empreendimentos, títulos de renda fixa ligados ao setor imobiliário, entre outros.

“O fundo é obrigado a distribuir pelo menos 95% dos lucros entre seus cotistas. O pagamento mensal desses rendimentos acaba sendo uma boa prática do mercado”, afirma Antonio Sanches, analista da Rico.

Quanto investir em FIIs para ter R$ 1 mil em rendimentos mensais?

O analista destaca que a rentabilidade dos investimentos em FIIs pode variar bastante. Isso porque cada fundo tem um lucro diferente em relação ao valor da cota.

Contudo, ele dá como exemplo e parâmetro o Dividend Yield (DY) médio da carteira recomendada de FIIs da Rico (uma expressão inglesa que traduzida, literalmente, significa rendimento do dividendo).

Até o mês de agosto, esse tipo de investimento rendeu cerca de 10,5% ao ano. Tomando como base esse valor, seria necessário investir cerca de R$ 101 mil em FIIs para conquistar o rendimento de R$ 1 mil por mês, de acordo com Sanches.

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Como diversificar investindo em FIIs

A diversificação é um conceito importante para todos os investidores. Isso se dá mesmo dentro de uma classe de ativos. No caso dos FIIs, há tantos fundos diferentes que é possível diversificar com facilidade.

“Geralmente os fundos imobiliários possuem uma segmentação bem definida: há fundos de shoppings, de galpões logísticos, lajes corporativas, fundos de papéis, híbridos… uma diversidade que permite mesclar diferentes tipos de fundos imobiliários ou tipos, até os menos comuns. Então, dessa forma você pode diversificar o investimento em diferentes setores para ficar mais protegido”, diz Sanches.

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Para contextualizar, ele cita o exemplo dos fundos de shopping centers, os queridinhos antes da pandemia. Com a economia aquecida da época, esses empreendimentos geravam receitas altas com aluguéis. De repente, com a pandemia, os empreendimentos fecharam por meses e a rentabilidade dos fundos acabou prejudicada por causa desses meses sem funcionamento das lojas. Diversificar os aportes te protege de eventos como esse. 

“Além disso, é importante conhecer bastante o fundo para poder avaliar a quantidade de imóveis e tipos de inquilinos. A diversificação da carteira do fundo também é importante”, destaca.

Perspectivas para a classe

O analista da Rico pontua que a perspectiva de queda dos juros impacta positivamente os fundos imobiliários de modo geral. Ele afirma que há dois pontos principais que fazem esse movimento acontecer.

O primeiro é o efeito do valuation, ou seja, da análise mais criteriosa sobre o preço justo de cada fundo. A taxa de juros alta afeta o valuation de qualquer ativo de risco, e os fundos imobiliários se enquadram nisso.

“Quando se tem uma queda nessa taxa de desconto utilizada para calcular o preço justo desse fundo, há um desconto menor. Por conta disso, o valor justo desse ativo acaba subindo”, explica. 

A queda da Selic também contribui para a volta do apetite a risco dos investidores. Isso porque, ante uma rentabilidade menor na renda fixa, o mercado começa a procurar outros ativos como opção para a recuperação da rentabilidade da carteira de investimentos. Com isso, investidores se voltam novamente para os fundos imobiliários.

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