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7 fatos e frases da primeira semana de setembro que resumem a economia e o mercado

Agenda incluiu a provação do projeto que limita juros do cartão de crédito, Desenrola e saída de recursos da poupança. Semana teve ainda incertezas nos EUA e China e dicas do Bora

Consumidor pagando compras com cartão de crédito: programa da Receita valerá apenas para alguns tipos de dívidas
Consumidor pagando compras com cartão de crédito: programa da Receita valerá apenas para alguns tipos de dívidas

Por Redação B3 Bora Investir

O cartão de crédito responde por 40% de todo o consumo no Brasil e por 21% do Produto Interno Bruto (PIB) do do país. Importante instrumento de compras a prazo, consumidores parcelam “sem juros” com prestações a perder de vista.

Em meio a esse risco de crédito, os juros subiram em progressão geométrica e atingiram 445% ao ano. Para tentar segurar esse valor, a Câmara aprovou a limitação dos juros cobrados nessa modalidade. Proposta que ainda precisa ser chancelada pelo Senado.

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No mesmo texto, em meio a ironia do destino, foi regulamentado o Desenrola, programa de renegociação de dívidas do governo. A primeira fase já está ativa, a próxima deve começar ainda neste mês. Enquanto isso, a saída é tirar recursos da Poupança.

No cenário externo, as discussões sobre os juros nos Estados Unidos continuam. Assim como as expectativas para novos programas do governo chinês para impulsionar a economia.

Nas finanças, falamos de independência financeira, primeiro salário e os caminhos para se manter motivado nos investimentos.

1) “O PROBLEMA AFETA MILHÕES DE BRASILEIROS QUE UTILIZAM O CARTÃO DE CRÉDITO”

(Dep. Alencar Santana, relator do projeto que limita juros do rotativo)

A Câmara aprovou o projeto que limita o valor dos juros cobrado no rotativo do cartão de crédito. Pelo texto, as emissoras têm 90 dias para apresentar uma proposta do valor máximo a ser cobrado. Se isso não for feito, o valor será limitado ao dobro da dívida inicial.

Os juros nessa modalidades de crédito são os mais caros do mercado. Em agosto, atingiram 445,7%, segundo o Banco Central.

Em uma nota oficial, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) fez duras críticas à iniciativa do Congresso. Segundo a entidade, a proposta pode tornar cartões inviáveis e reduzir a oferta de crédito. As discussões têm levado incertezas ao setor.

 O texto agora precisa passar pelo Senado. Se for aprovado sem mudanças, vai direto para sanção do presidente Lula. Se não, volta para a Câmara.

Na sua coluna no O Globo, a jornalista Míriam Leitão explicou a briga por trás dos juros do rotativo, e como o parcelado sem juros entrou na história. O parcelamento em até 24 vezes feito pelas varejistas é muito criticado pelos bancos, uma vez que aumenta o risco de inadimplência.

2) CÂMARA REGULAMENTA O DESENROLA BRASIL

O mesmo texto que limitou os juros do cartão aprovou a regulamentação do Desenrola, programa de renegociação de dívidas do governo federal que já está em vigor por meio de medida provisória.

O texto confirma as principais regras, com a previsão de duas faixas de beneficiários.

  • Faixa 1 – Com previsão de início ainda neste mês, será para quem recebe até dois salários mínimos ou esteja inscrito no Cadastro Único. Serão renegociados débitos financeiros e não financeiros de até R$ 5 mil, contraídos entre 2019 e 2022, em até 60 parcelas.
  • Faixa 2 – Já em vigor, visa renegociar dívidas direto com os bancos. É aberta aos brasileiros com renda mensal de até R$ 20 mil que não estejam incluídos no CadÚnico.

As instituições financeiras já renegociaram 1,6 milhão de contratos desde o início do Desenrola, em julho, segundo a Febraban. Foram R$ 11,7 bilhões negociados, com 1,25 milhão de clientes beneficiados.

Em meio ao cenário de alto endividamento das famílias, os brasileiros seguem retirando recursos da poupança para conseguir fechar o orçamento. Apenas em agosto foram R$ 10,1 bilhões, segundo pior resultado para meses de agosto em 28 anos.

3) ESTADOS UNIDOS: MERCADO DE TRABALHO MODERADO AINDA PRESSIONA JUROS

Nos Estados Unidos, a economia e o mercado de trabalho registraram um crescimento mais lento entre julho e agosto. Essa perda de ritmo tem ajudado na desaceleração inflacionária, segundo a análise do Livro Bege, feito pelo Federal Reserve.

Apesar desse cenário mais benéfico apresentado pelo Banco Central americano, o fraco volume de pedidos de seguro-desemprego na semana encerrada em 3 de setembro acendeu um alerta no mercado americano.

A resiliência do emprego maior que a esperada pelo BC dos Estados Unidos poderá voltar a elevar os juros na reunião do Fed neste mês. Essa perspectiva fez com que Wall Street terminasse a semana no negativo.

4) CHINA: ESTABILIDADE ARTIFICIAL COM PACOTES ECONÔMICOS DO GOVERNO

A China apresentou na semana que passou os primeiros números mais positivos, que mostram uma economia mais estável. Mesmo assim, o mercado aguarda novas sinalizações de medidas de apoio para a atividade no país.

A segunda maior economia do planeta intensificou suas políticas fiscais para apoiar o desenvolvimento das empresas e reforçar a economia real neste ano. As restituições e corte de impostos totalizaram 1,05 trilhão de yuans (US$ 145,86 bilhões) nos primeiros sete meses de 2023.

Já os números do setor externo trouxeram as exportações e importações ainda em queda em agosto, diante da menor demanda de compras internas e fora do país, embora as quedas tenham sido mais lentas do que o esperado.

Apesar da leve melhora, previsões recentes da Bloomberg Economics mostram que o país asiático não está mais prestes a ultrapassar os EUA como a maior economia do mundo. Segundo o levantamento, isso pode nunca se consolidar, à medida que o declínio da confiança do país se torna mais arraigado.

Pelo lado da guerra comercial com os americanos, a China planeja expandir a proibição do uso de iPhones por funcionários de agências do governo. A medida derrubou as ações da gigante americana, que perdeu US$ 190 bilhões em valor de mercado em dois dias.

5) BRASIL, CHINA, EUA: O QUE AS ECONOMIAS TÊM EM COMUM?

O B3 Bora Investir mostrou que os investidores têm analisado três pontos das economias chinesa, americana e brasileira para tomar decisões e melhorar os ganhos de suas carteiras.

  • China: recuperação abalada pelo desaquecimento do mercado imobiliário desde o fim da pandemia;
  • EUA: mercado de trabalho resiliente e perspectivas do fim de aumentos dos juros;
  • Brasil: busca do governo por mais arrecadação para atingir a meta de zerar o déficit das contas públicas em 2024.

Ainda no noticiário econômico brasileiro, a produção industrial voltou para o negativo, com queda de 0,6% em julho. Os juros ainda em patamares elevados é um dos problemas que tem afetado o setor.

Segundo alguns analistas, o espaço disponível para a flexibilização da política monetária brasileira pode ser menor que o esperado. Isso por conta do estresse externo, ante a percepção de juros mais altos por um período prolongado nos EUA.

6) FINANÇAS PESSOAIS: INDEPENDÊNCIA E PRIMEIRO SALÁRIO

No dia 7 de setembro foi comemorado o Dia da Independência. E você, já tem a sua? O Bora mostra como iniciar o planejamento da independência financeira em reportagem com 6 passos para alcançar o objetivo. O principal deles é investir o excedente do salário, ou seja, gastar menos do que ganha. 

Para quem está começando no mercado de trabalho, receber o primeiro salário é um grande rito de passagem para a vida adulta. Mas é preciso gastá-lo bem e investir no seu futuro. Segundo Nayra Sombra, sócia da HCI Invest, investir em lazer e autocuidado é uma parte importante de qualquer orçamento equilibrado. Mesmo assim, é necessário ter autocontrole e não deixar as prioridades se inverterem.

7) HORA DE INVESTIR: MOTIVAÇÃO E OBJETIVO

Nos investimentos, preparamos 6 dicas para os investidores ficarem motivados e alcançarem seus objetivos financeiros. Ter metas de ganhos, comprometimento, diversificação e gerenciamento de riscos são algumas das dicas do Bora.

Saber escolher onde aplicar o dinheiro também pode ajudar a sua carteira e o planeta. Na semana em que foi comemorado o Dia da Amazônia, discutimos os investimentos em ESG, sigla cada vez mais cobrada das empresas pelo mercado financeiro.

Na história dos investimentos, contamos como foi criado o primeiro fundo imobiliário para pessoas físicas. O Shopping Pátio Higienópolis abriu o caminho para essa classe de ativos conquistar mais de 2 milhões de investidores em 24 anos.

Quer entender o que é macroeconomia e como ela afeta seu bolso? Acesse o curso gratuito Introdução à Macroeconomia, no Hub de Educação da B3.

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