Tipos de investimentos

6 investimentos com liquidez diária: resgate o dinheiro na hora que quiser

Ativos de liquidez diária são boas opções para objetivos de curto prazo e reservas de emergência

liquidez. Foto: Adobe Stock
A liquidez diária diz da possibilidade do investidor se desfazer da aplicação a qualquer hora. Foto: Adobe Stock

Por João Paulo dos Santos

Um dos pontos de atenção de quem vai investir é sempre saber o prazo e a liquidez do ativo, especialmente se a liquidez diária for um objetivo. Mas o que isso quer dizer exatamente? Simples: o prazo é o que determina quando o retorno do investimento será depositado ao investidor. Já a liquidez corresponde à velocidade e facilidade com a qual um ativo pode ser convertido em caixa.

Assim, a liquidez diária se refere a possibilidade do investidor se desfazer da aplicação a qualquer hora, sem que ela perca o seu valor corrente. Dessa forma, o investidor pode transformar sua aplicação em dinheiro sem ter que esperar um prazo específico.

Por conta dessas características, investimentos com liquidez diária costumam ser usados para objetivos de curto prazo e reservas de emergência. Inclusive, até mesmo para investidores de perfis mais conservadores, que preferem uma liquidez maior.

Investimentos com liquidez diária

Há seis opções de investimentos com liquidez diária que permitem que você resgate dinheiro a qualquer momento. Segundo o educador financeiro do C6 Bank, Liao Yu Chieh, são eles:

Poupança 

A caderneta de poupança ainda é a opção de investimento mais popular do Brasil e ela permite ao investidor resgatar os valores a qualquer momento. No entanto, por conta do mecanismo chamado “aniversário”, caso o investidor retire o dinheiro antes da aplicação completar um mês, é como se o montante não tivesse rendido nada.

Além disso, na maioria das vezes, o rendimento da poupança é insuficiente até mesmo para repor a inflação e evitar que o dinheiro perca poder de compra.

Por isso, a poupança só é indicada para quem está adentrando no mundo dos investimentos e ainda não conhece nenhum outro produto melhor. “Pouco a pouco, com educação financeira e conhecimento, a pessoa pode ir migrando para outros produtos melhores”, diz Liao.

CDB 

Os CDBs, sigla para Certificados de Depósito Bancário, são opções de investimento de renda fixa, assim como a poupança. Isso significa que eles oferecem uma boa previsão de quanto o investidor irá receber no momento do resgate. Além disso, os CDBs oferecem o mesmo risco que a caderneta, já que são títulos emitidos por instituições financeiras que pegam o dinheiro do investidor emprestado em troca da devolução do valor acrescido de juros em uma data futura.

A diferença entre os CDBs e a poupança é que eles rendem mais e não têm o mecanismo de “aniversário”. Por conta disso, os CDBs com liquidez diária são altamente recomendados para quem quer montar uma reserva de emergência, ou seja, guardar um valor para usar em caso de imprevistos. “Esse é o melhor produto de entrada no mundo dos investimentos”, afirma Liao. 

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Títulos Públicos do Tesouro Direto 

Tão eficientes quanto os CDBs e com risco ainda menor são os títulos do Tesouro Direto. A diferença entre eles é que, aqui, o dinheiro é emprestado ao próprio governo e não a uma instituição financeira privada. Como o título é emitido pelo Tesouro Nacional, o risco do investidor tomar um calote é baixíssimo, já que, em último caso, o Tesouro poderia simplesmente imprimir dinheiro para pagá-lo.

Todos os títulos no Tesouro Direto possuem liquidez diária, mas existem opções com prazos mais longos, como o Renda+, que possuem maior oscilação nos preços. Liao afirma que “para diversificar a reserva de emergência com menos risco de mercado, a melhor opção é o Tesouro Selic.”

Fundo DI 

Caso o investidor não queira escolher por conta própria cada ativo que pretende adquirir, ele pode terceirizar essa decisão para um profissional por meio de um fundo de investimento, como os chamados Fundos DI. Esses fundos têm por objetivo acompanhar a taxa DI, que é praticamente idêntica à taxa básica de juros da economia, a Selic

A desvantagem dos Fundos DI é que os investidores podem ter que pagar uma taxa de administração para os administradores do fundo e os investimentos não são cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), como no caso dos CDBs. Além disso, incide sobre eles o chamado “come-cotas”, que é um desconto automático do Imposto de Renda a cada semestre. O investidor também deve checar se o Fundo DI realmente tem liquidez diária, já que algumas opções disponíveis no mercado não têm essa vantagem.

Ações 

Já no campo da renda variável, existem diversos ativos que também oferecem alta liquidez. É o caso das ações de grandes empresas negociadas na bolsa.

“Aqui, no entanto, a estratégia muda. Apesar de poder comprar e vender ações praticamente em tempo real, o investidor não deve investir nesses papéis pensando em vendê-los em um curto espaço de tempo para remediar uma emergência, por exemplo”, alerta Liao.

Isso porque ações são ativos que oscilam muito de preço e é possível que o investidor precise vendê-las justamente em um momento de grande desvalorização, o que resultará em eventuais prejuízos.

Ter uma parte do dinheiro investido em ações se torna mais interessante quando o investidor pode deixar o dinheiro aplicado por mais tempo e, assim, aproveitar a liquidez das ações para vendê-las em um momento de valorização. Permitindo lucrar com a diferença.

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Fundos Imobiliários 

Bem parecidos com as ações, os fundos imobiliários (FIIs) também são ativos de renda variável e vários deles possuem alta liquidez na B3. A diferença é que, em vez de pequenas partes de uma empresa, aqui o investidor está comprando cotas de fundos que investem em galpões logísticos, shoppings centers, prédios comerciais, entre outros.

Os FIIs são opções para quem quer investir no mercado imobiliário, mas deseja ter alta liquidez e fazer aportes menores, do que investindo em imóveis físicos. Neste artigo, Arthur Vieira de Moraes fala sobre perfil investidor e os fundos de investimento imobiliário.

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