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7 fatos e frases da última semana de junho que resumem a economia e o mercado

Copom sinaliza queda da Selic à frente e novo modelo para meta de inflação são destaques. Semana também teve ‘Voa Brasil’, gasolina mais cara e novidades do Tesouro

Faxada banco central do Brasil
A decisão será divulgada após o fechamento do mercado. Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Por Redação B3 Bora Investir

O cenário de juros e inflação esteve na primeira página dos jornais e sites brasileiros na semana que passou. A sinalização clara de “porta aberta” para o corte da Selic em agosto agradou, assim como a meta de inflação contínua que começa a vigorar no país em 2025. 

“A mão que afaga é a mesma que apedreja”. Na mesma semana em que o governo anunciou passagens aéreas a R$ 200 e R$ 300 milhões a mais de incentivo para a compra do carro novo, reonerou os impostos federais sobre etanol e gasolina, além de antecipar a volta de parte dos tributos sobre o diesel. 

Nas finanças pessoais, o novo título do Tesouro Direto promete estimular as famílias a realizar uma poupança para financiar o estudo dos filhos. Teve também tabelas para controlar gastos e a parceria da B3 para criar uma IA que ajuda o investidor na educação financeira. 

Relembre, a seguir, os principais fatos e frases que marcaram a semana:

1) “O QUE PREDOMINOU FOI A VISÃO DE DEIXAR A PORTA ABERTA”

(Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, fala sobre um possível corte dos juros em agosto)

A semana que passou foi marcada pela discussão em torno de se a taxa básica de juros, a Selic, vai começar a cair – e quando. 

Diferente do comunicado, a ata do Copom trouxe um embate entre uma ala do Comitê que defende a queda dos juros na reunião de agosto – se a inflação seguir desacelerando – e outra que pediu cautela.

Diante desse conflito, o presidente do Banco Central deu a sua primeira declaração sobre uma possível redução da Selic. “O que predominou foi a visão de deixar a porta aberta [para o corte da Selic]”, disse Roberto Campos Neto.

Sobre as críticas de incoerência entre o comunicado e a ata, Campos Neto colocou panos quentes e disse que, como o comunicado é mais curto, não foi possível dar toda a explicação do colegiado.

Diante de todas essas discussões em torno dos juros, uma reportagem do B3 Bora Investir foi saber dos economistas: os argumentos a favor e contra a Selic em 13,75%.

Os juros mantidos nesse patamar seguem ajudando os novos investidores que migram da poupança para o Tesouro Selic. O título é o preferido, já que além dos riscos muito baixos, é possível saber qual será o seu rendimento no vencimento ou, ao menos, como ele será calculado.

Outra discussão diante de uma taxa básica de juros alta, é o impacto nos financiamentos imobiliários. Segundo os analistas ouvidos pelo Bora, quando a taxa Selic está em queda, os juros tendem a diminuir, o que pode tornar o financiamento de imóveis mais atrativo. Por outro lado, a queda da taxa Selic também pode reduzir a rentabilidade de investimentos em renda fixa

2) “DÁ UM HORIZONTE DE LONGO PRAZO PARA A AUTORIDADE MONETÁRIA INDEPENDENTEMENTE DAS CIRCUNSTÂNCIAS POLÍTICAS”

(Fernando Haddad, ministro da Fazenda, fala sobre o ajuste no sistema de metas de inflação)

A mudança na meta de inflação pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) também esteve no foco dos debates do governo e no mercado financeiro.

Pelo novo modelo, o atingimento da meta terá um horizonte de cumprimento mais flexível, a chamada meta de inflação contínua. A mudança começa a valer em 2025, após o fim do mandato de Campos Neto na presidência do BC.

A crise entre governo e Banco Central já deu uma desanuviada depois da decisão do CMN, tomada por unanimidade pelos ministros da Fazenda, do Planejamento e pelo presidente do BC, que compõem o colegiado. 

Segundo a coluna da jornalista Míriam Leitão, a desordem inflacionária nasce da coleção de erros da política econômica. A Argentina, hoje com inflação de mais de 100% ao ano, é a prova disso.

A decisão também foi bem recebida entre economistas e ex-diretores do Banco Central. Eles esperam, com o anúncio, melhora adicional nas expectativas de inflação e consolidação do espaço para a autoridade monetária começar a cortar os juros a partir de agosto.

No dia em que o CMN trouxe mudanças no sistema de metas, o Relatório Trimestral de Inflação (RTI) mostrou desacelerações nas expectativas para o IPCA e melhora das projeções do PIB para 2023.

3) DESENROLA E VOA BRASIL: OS INCENTIVOS DO GOVERNO

O pacote de programas do governo para melhorar a economia e agradar a classe média – que ainda torce o nariz para o presidente Lula – ganhou mais um item. 

O ministro dos Portos e Aeroportos, Márcio França, anunciou passagens aéreas mais baratas, por até R$ 200 o trecho. O benefício só será concedido aos brasileiros que não realizaram voos domésticos nos últimos 12 meses. Será criado um aplicativo para intermediar as compras.

A pergunta que fica é: por que viajar de avião está tão caro no Brasil? Segundo especialistas ouvidos pela BBC, o valor do combustível, o dólar ainda elevado e os impactos da pandemia estão entre as principais dificuldades do setor.

Pelo lado dos brasileiros que passam por dificuldades financeiras, o governo anunciou as regras do programa ‘Desenrola Brasil’, de renegociação de dívidas. O programa será dividido em duas faixas de renda. A primeira é focada nas pessoas com renda mensal de até dois salários mínimos ou inscritas no Cadastro Único (CadÚnico). A segunda é destinada aos brasileiros que ganham até R$ 20 mil. O governo espera beneficiar mais de 70 milhões de brasileiros.

Bancos como Banco do Brasil, Itaú, Bradesco e Santander afirmaram que vão participar da iniciativa.

4) DIESEL SOBE PARA COMPENSAR NOVOS SUBSÍDIOS DO PROGRAMA DE CARROS MAIS BARATOS; ETANOL E GASOLINA TAMBÉM VÃO FICAR MAIS CAROS

O governo decidiu prorrogar e ampliar em R$ 300 milhões o programa de incentivo à compra de carros populares. Os primeiros R$ 500 milhões, que deveriam durar quatro meses, foram esgotados em menos de 30 dias.

Para conseguir mais dinheiro, o ministério da Fazenda resolveu antecipar em R$ 0,03 a reoneração dos impostos federais sobre diesel que começa em outubro. A volta total dos impostos está prevista para o primeiro dia de 2024.

Segundo Fernando Haddad, esse aumento no diesel não será sentido pelo consumidor final. Já a reoneração do PIS/Cofins na gasolina – que começou a valer no sábado, 01/07 – terá impacto de até R$ 0,30 no preço do combustível.

O preço médio do diesel deve bater R$ 5,70 e impactar a inflação. “Considerando que o combustível compromete aproximadamente 5% do orçamento familiar, esse avanço deve gerar uma influência para a inflação de mais ou menos 0,30 ponto percentual”, afirmou o coordenador dos Índices de Preços do FGV Ibre, André Braz.

Agora imagine que além de encarar esse aumento dos gastos com combustível, você está parado no trânsito e roubam o seu celular. Empresas de telefonia, seguradoras e fintechs oferecem proteções que partem de R$ 8 por mês. O B3 Bora Investir foi conferir algumas opções que são oferecidas no mercado.

5) MILHO, EXPORTAÇÕES E DÓLAR DÃO LIGA

Terminadas as festividades juninas, começam as julinas. E o milho é um item essencial no cardápio dessas festanças e da pauta de exportações brasileiras.

A commodity terá um incremento de 11,1% na safra de 2023, com uma produção de 125,7 milhões de toneladas no país. A expansão constante da produtividade do milho certificou o Brasil como o segundo maior exportador desta commodity no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

Impossível falar de exportações sem tocar no assunto dólar. Desde o início de 2023 a moeda americana já acumula queda de 11,2%. Dentre os motivos para a queda na cotação está a perspectiva de corte de juros, a economia mais forte, o novo arcabouço fiscal e o cenário externo incerto.

Pelo lado do turismo, sempre vem aquela pergunta: por que o dólar que compramos nas casas de câmbio é mais caro? Isso acontece porque as pessoas físicas compram bem menos dólares que grandes empresas e instituições financeiras, o que deixa o custo operacional muito maior.

6) TESOURO DIRETO PARA EDUCAÇÃO

O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, anunciou que será lançado em agosto um título do Tesouro Direto voltado à educação. O objetivo é estimular as famílias a realizar uma poupança para financiar o estudo dos filhos na universidade.

Desde o lançamento do Renda+, aplicação de longo prazo que funciona como complemento à previdência social, o Tesouro Nacional tem focado em produtos mais específico para os investidores.
O resultado tem dado certo.

As vendas de títulos públicos por meio do Tesouro Direto somaram R$ 4,31 bilhões em maio deste ano. As aplicações até R$ 1 mil representaram 59,2% das operações no mês.

Por falar em educação, a B3 anunciou que está desenvolvendo, em parceria com a Microsoft, uma ferramenta de inteligência artificial generativa para ajudar o investidor com conteúdo focado em educação financeira.

Em fase final de testes, a plataforma estará disponível no Hub de Educação Financeira da B3 em agosto.

7) CONTROLE DE GASTOS E INVESTIMENTOS – TUDO A VER!

Para o controle de gastos e investimentos, o B3 Bora Investir ajuda você a criar a sua própria ferramenta para tomar as rédeas do orçamento. Em tempos de inflação e juros altos, controlar gastos é essencial.

Para quem vai investir em ações, a escolha dos papéis é uma decisão muito importante. Por isso, o stock picking, ou a seleção de ações, em português, precisa ser feita com muita atenção e o Bora te ensina. Gustavo Cerbasi, especialista em finanças e sócio da SuperRico, recomenda que os investidores evitem ficar caçando o investimento do momento e pingando de um investimento para outro.

Outra opção de investimento são os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs), que se tornaram queridinhos do mercado. Um levantamento da Quantum Finance lista os FIIs que mais geraram retornos e distribuíram dividendos nos cinco primeiros meses do ano em 2023. Confira e bons investimentos!

Para saber ainda mais sobre investimentos e educação financeira, não deixe de visitar o Hub de Educação da B3.

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