Organizar as contas

Ovo de páscoa custa em média R$ 77,83: e se você investisse esse valor?

O Bora Investir calculou o preço médio do ovo de páscoa e o gasto médio de cada um com o feriado

Fotografia de coelho castanho deitado soba grama, ao lado de ovos de chocolate cobertos por embalagens multicoloridas
O coelhinho da páscoa está voltando a frequentar os lares brasileiros, ainda que com preços mais altos. Foto: Wikimedia Commons

Por Guilherme Naldis

E se nesta Páscoa você resolvesse poupar o valor do ovo de chocolate e decidisse investir? Fizemos algumas simulações de renda fixa para diversificar a renda em vez de se acabar no chocolate. Ou, se preferir, para ajudar no planejamento da compra das próximas guloseimas.

Para realizar o cálculo, consideramos que a média dos preços sugeridos para os ovos, em 2023, é de R$ 77,83. O número foi levantado com exclusividade pelo Bora Investir, que reuniu a média de preço cobrada por quatro das maiores fabricantes de chocolate do país.

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Os mais caros são da Dengo que, à reportagem, informou que a média de preços dos seus chocolates, para este ano, é de R$ 101,01. Já a mais barata é a Nestlé, que cobrará cerca de R$ 41,17 por cada produto vendido, em média.

Veja o ranking:

PosiçãoEmpresaPreço médio
1DengoR$ 101,01
2Cacau ShowR$ 88,27
3FerreroR$ 80,90
4Nestlé R$ 41,17

Se a família brasileira é composta por 3 pessoas, em média – segundo o IBGE -, e cada indivíduo consome cerca de 1,2 ovos, com o custo médio de R$ 77,83, a expectativa é que cada família gaste cerca de R$ 280,18

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Colocar os ovos em várias cestas

O valor de R$ 280,18 pode parecer baixo, mas, se for usado para iniciar um investimento ou uma reserva de emergência, terá um impacto relevante no longo prazo devido ao efeito dos juros compostos.

Neste caso, especialistas recomendam que quem ainda não começou a construir a reserva de emergência deve iniciá-la com urgência. Afinal, este dinheiro é destinado a cobrir despesas com imprevistos, como roubos de celular, acidentes, questões de saúde ou perda de emprego.

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Para isso, é preciso alocar os recursos em investimentos com alta liquidez e baixo risco, de maneira que seja possível resgatá-los com velocidade e poucas chances de perdas financeiras em razão das variações do mercado.

Neste sentido, CDBs e títulos da dívida pública, como o Tesouro Direto, ou Fundos DI, se apresentam como as melhores opções. Muitos oferecem investimentos iniciais à partir de R$ 100. Então, não tem desculpa.

E para a renda crescer?

Se tratando de renda fixa, o estrategista-chefe da RB Investimentos, Gustavo Cruz, afirma que fundos de renda fixa são a melhor opção para diversificar o patrimônio, manter um grau de segurança e, ainda, lucrar – visto que os juros básicos estão em 13,75% ao ano.

A proposta destas carteira é oferecer uma alternativa muito mais rentável do que a velha poupança – e com um nível de segurança maior que o de outros produtos financeiros.

Os fundos de renda fixa têm pelo menos 80% do patrimônio aplicado em ativos vinculados à variação da taxa de juros, de índices de preço, ou as duas coisas. Neste caso, o seu principal fator de risco é a inflação e a taxa básica de juros – que são, de certa forma, previsíveis.

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Coelhinho econômico

Em geral, os gastos com a páscoa são caros. “Para quem deixou para última hora, a recomendação é pensar muito bem na gramatura do produto e avaliar se o gasto vale, mesmo, a pena, já que é uma alimentação por prazer, e não necessidade”, afirma Jenni Almeida, consultora CVM e CEO da Invest4U.

Ela recomenda que os pais com crianças pequenas expliquem, no momento apropriado, o verdadeiro significado do feriado. “Minha filha já tem cinco anos e ela sabe que o coelhinho da páscoa não existe. Então eu a levei ao mercado comigo para escolher um ovo”, conta.

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A especialista afirma que, em muitos casos, o preço dos ovos de páscoa é elevado pelos brinquedos e embalagens temáticas que chamam a atenção dos pequenos. “Mas será que a criança vai mesmo brincar com aquele brinquedo?”, questiona.

Por isso, a consultora afirma que é necessário explicar as relações de custo e benefício desde cedo. Fatores como o qualidade do chocolate e a quantidade do doce que virá com o produto devem ser levados em consideração, e apresentados aos filhos.

“Minha filha queria um ovo de R$ 80 reais por causa de um brinquedinho minúsculo que viria dentro. No total, seriam 150g de chocolate. Aí, eu e meu marido mostramos que essa era uma compra que não valia a pena, e ela escolheu um outro chocolate que ela gosta”, relata.

Gastei muito na páscoa, e agora?

A CEO da Invest4U explica que é comum que os gastos com presentes de páscoa excedam as contas mensais em razão de seus preços elevados. E, assim, muitas pessoas recorrem ao parcelamento da compra no cartão de crédito.

Se isso acontecer, ela recomenda olhar para os meses seguintes e se planejar para absorver o gasto aos poucos: “É preciso colocar os gastos no seu fluxo mensal de renda para pagar isso mensalmente, de uma forma leve”.

Gostou desse conteúdo e quer se aprofundar ainda mais na relação das crianças com dinheiro? Confira a masterclass de Cássia D’Aquinr no hub de educação financeira!

Para saber ainda mais sobre investimentos e educação financeira, não deixe de visitar o Hub de Educação da B3.

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